Blog do Ari: Torcida cansou do Ramirez mão na cintura; cobra que se movimente mais

Jogador peruano se irrita com cobrança e desabafa

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Recadinho pros homens que comandam o futebol da Ponte Preta: chamem o meia Ramirez na sala de reunião do Estádio Moisés Lucarelli, levem um aparelho DVD e separem duas mídias para exibição. Uma com qualquer jogo do Campeonato Paulista; outra com os 20 minutos que ele esteve em campo neste empate diante do Flamengo por 1 a 1, em Campinas, neste domingo.

Peçam pro atleta prestar atenção de que como ele se movimentava no início do ano pelos lados do campo e fazia os laterais jogarem. Lembrem-no que parecia aqueles peladeiros que sempre estão onde está a bola. Mostrem-no a capacidade que havia para combater o adversário e se transformar em terceiro volante quando a Ponte era atacada.

Na sequência, exibam o Ramirez travado de hoje, que não consegue correr em apenas 20 minutos que esteve em campo contra o Flamengo, exatamente no estágio da partida em que a boleirada já estava extenuada e que o preparo físico dele deveria se prevalecer.

Depois dos dois vídeos, perguntem ao atleta o que mudou daquele Ramirez do Paulistão para o de hoje. E argumentem que a torcida, que não é boba, observou isso e cobra melhor rendimento.

Por sinal, se for pra continuar jogando esta bolinha, Ramirez nem precisa levar a cabo a sua firme proposta de cumprir o contrato até o final do ano.

DESABAFO

Quando Ramirez fala ‘vou sempre dar o melhor de mim’, não deve deixar o vento levar as palavras. Que mostre isso na prática. “Nos treinos a gente se mata, a gente não está de brincadeira”, são argumentos do atleta compreendidos apenas como desabafo.

Justificável é quando diz que “o atleta tem fase boa e fase ruim”. O diferencial é que a torcida não vaia o atleta que mesmo em má fase se desdobra em campo.

E quando o atleta exige cobrança na mesma proporção de todo time pontepretano, deixa de considerar que a parcela maior recai sobre os jogadores mais badalados do elenco, os salários mais altos.

Por isso, Ramirez, não fique ‘topetudo’ exigindo que as pessoas falem de você na sua cara, ou não falem nada.

Cumpra, na prática, a promessa de dar a sua vida pela Ponte Preta que certamente você não será cobrado. E não adianta ficar citando repetidamente que recusou proposta para se transferir a clubes do exterior e do futebol brasileiro com argumento de que tem personalidade pra cumprir o contrato assinado com a Ponte.

Faça reflexão sobre os reais motivos da queda de sua movimentação em campo. Se comprovarem cientificamente que não houve declínio do condicionamento físico, pior ainda. Aí é que aumentará a suspeita da torcida de que está faltando vontade mesmo.