Blog do Ari: Torcedores da Ponte sabem das coisas; maioria das críticas é procedente
Observações visam ajustes de peças neste processo de remontagem do time
Um detalhe que passou despercebido da maioria na postagem pós-jogo da Ponte Preta contra o Paraná é que nenhum bugrino provocativo entrou na roda para desviar o foco da discussão que era o jogo em si. E que este aplaudido exemplo seja copiado também pelo pontepretano no pós-jogo do Guarani. É ótimo a gente só discutir bola rolando.
Que senso crítico dos parceiros na seção de comentários da coluna! Foi uma clara amostragem de que torcedor enxerga futebol sim e não engole aquilo que homens de microfone e de diferentes mídias tentam empurrar como se fosse verdade.
As críticas aqui foram generalizadas em relação ao futebol do meia Adrianinho. Ora, você vê o rapaz tentar um passe de dois e três metros e erra. Procura prender a bola e o adversário ‘bate a carteira’. Toca a bola e não se apresenta pra receber a devolução. Não tem explosão pra carregar a bola e raramente faz gols.
Pois é, ele marcou o gol da Ponte e aí, como cita o parceiro Juliano, parcela da mídia o elegeu como o melhor em campo. Durma com um barulho deste!
CÉSAR
Juliano é crítico contundente do futebol do zagueiro César, e numa recente coluna avaliei as características do jogador. Pois é, nem tanto a terra, nem tanto ao mar.
Prezado Juliano, zagueiro é uma das raras posições em que o atleta tem chance de evoluir bastante, e a projeção natural é que César tenha evolução, até porque é um atleta muito aplicado. De fato ele cometeu alguns erros diante do Paraná, porém conforme o admissível.
Bem observa o parceiro Martins de que alguém precisa proibir terminantemente o zagueiro pontepretano de alongar a bola quando sai com ela limpa da defesa. O treinador anterior Oswaldo Alvarez, o Vadão, não corrigiu este defeito e igualmente não ajustou o posicionamento do atleta. Assim, ele continua marcando a bola e esquecendo do adversário. Espera-se, portanto, que esta correção seja feita por Dado Cavalcanti.
Vacilo do zagueiro pontepretano Sacoman no gol de cabeça do Paraná? Calma, gente! Subiram dois jogadores do Paraná com ele. Quem deveria acompanhar o zagueiro Anderson Rosa, que marcou o gol de empate do time paranaense, seria Alexsandro ou Edno, atacantes da Ponte. E sabem aonde estava César na jogada? Quase debaixo da trave. E se a bola tivesse a direção dele, alguns incautos diriam que ele salvou o gol em cima da risca.
No geral, aqueles que exageram nas críticas aos zagueiros pontepretanos deveriam considerar o volume de jogo do adversário e o nível de exigência de acerto dos defensores.
Futebol acompanha o dito de que ‘água mole em pedra dura, tanto bate até que fura’. Então, de tanto o Paraná insistir, uma hora o compartimento defensivo da Ponte iria confessar.
MAGAL
Parceiros como Bob Strong, Cabeça e Pedro Henrique, por exemplo, ‘pegam no pé’ do lateral-esquerdo Magal com inteira razão. Embora no segundo tempo o jogador tenha levado a bola ao ataque, são claras as suas limitações técnicas para continuidade das jogadas. E mesmo na marcação ele também tem deficiências. Logo, a necessidade de contratação de um jogador pra posição é fato consumado.
Bem observado pelo parceiro Martins as limitações técnicas do volante Alef. Convenhamos, entretanto, que pra desarmar o futebol dele é aceitável. O problema é que alguém lhe disse que sabe driblar, alongar bola ou finalizar. E não sabe. Como é jovem, ainda pode ser trabalhado nestas deficiências.
EDNO
Críticas aos atacantes Edno e Alexsandro também são procedentes, como aquelas feitas por João AAPP e Marcião. É prudente um pouco mais de paciência com Edno porque ele está fora de ritmo. Em forma, inquestionavelmente é bom jogador.
Então, está claro que muita coisa tem que ser feita para ajustes deste time da Ponte e a maioria observou claramente que não foi deixada impressão favorável na estréia do Campeonato Brasileiro da Série B, no empate em casa com o Icasa por 1 a 1.
Naquela ocasião o time da Ponte foi dedicado? Procurou incessantemente o gol adversário? Claro que sim. Só que se esforçar é uma coisa; jogar bem é outra.





































































































































