Blog do Ari: Torcedor da Ponte vai ao estádio e evita ver jogo com a Lusa
Após comprar ingressos para partida com Lanús, muitos voltaram pra casa
Os paradoxos da Ponte Preta não se limitam ao campo de jogo, com queda no Campeonato Brasileiro e classificação à fase final da Copa Sul-Americana. Há extensão a torcedores pontepretanos de maneira insólita: centenas se dirigiram às bilheterias do Estádio Moisés Lucarelli, na tarde deste domingo, para comprar ingressos visando o jogo de quarta-feira contra o Lanús, e em seguida voltaram pra casa, ignorando que ali o seu time tinha jogo programado contra a Portuguesa pelo Campeonato Brasileiro.
Sábia atitude do torcedor pontepretano. Pra que passar raiva assistindo um monte de reservas desprovidos da qualificação técnica exigida pra jogar na Ponte? E neste cumprimento obrigatório de tabela a Ponte perdeu para a Lusa por 2 a 0, assim como o placar poderia ter sido mais dilatado.
Serve de consolo ao pontepretano que a queda antecipada à Série B do Campeonato Brasileiro na semana passada, após o empate por 1 a 1 com o Grêmio, mais ajudou do que atrapalhou.
À medida que o foco passou a ser exclusivo na Copa Sul-Americana foi possível estabelecer programação poupando-se titulares. Do contrário, haveria desgaste desnecessário, pois o limite de pontuação para que ela escapasse do rebaixamento no Brasileiro seria insuficiente, considerando-se os resultados da rodada do final de semana daqueles que flertam a zona da degola.
INTER NO BOLO
Daqueles ameaçados pelo rebaixamento, só a Portuguesa está livre, escorada nos 47 pontos ganhos, 12 vitórias e saldo de quatro gols. Até o Inter, com a mesma pontuação, só vai se livrar da degola – sem depender de outros resultados – se pelo menos empatar com a Ponte na rodada derradeira da competição.
Agora, restou à coletividade pontepretana torcer para que Fluminense e Vasco escapem da enroscada, para que não se juntem a ela na segunda divisão de 2014. E ambos têm jogos fora de casa no próximo domingo. Se o Flu enfrenta o já sossegado Bahia em Salvador, pior atribuição cabe ao Vasco, que pega o Atlético Paranaense em Curitiba.
Entre as coisas desconexas deste domingo, não se constranja em eleger a fala do meia Adrianinho, da Ponte Preta, após a partida deste domingo, como uma das principais.
“Foi um jogo que serviu para mostrar que muitos reservas de nosso time têm condições”.
Ora, impossível acreditar que Adrianinho não tenha autocrítica para avaliar que ele seria reprovado caso a avaliação dos reservas se restringisse apenas à partida deste domingo.
Persistindo a improdutividade dele – que se arrasta algumas partidas -, nem haveria motivo para lamentação pelos cinco jogos de suspensão determinados pela Conmebol.
WILLIAM
Se o educado treinador Jorginho Campos mede palavras durante as entrevistas para evitar até críticas veladas aos seus jogadores, a resposta é facilmente identificada nos atos.
A interpretação lógica para a entrada do ainda juniores Luizinho não é o lançamento de garotos na equipe principal. É o claro descontentamento com a produtividade do atacante William, novamente absorvido pela marcação.
Se Adrianinho e William devem ser cobrados porque inegavelmente têm condições de render mais, o mesmo não se aplica ao fraquíssimo lateral Régis.
Num lance durante o segundo tempo da partida deste domingo, o volante Alef dividiu a bola duas vezes com valentia, levou pancada no tornozelo, mas manteve-se em pé até que o passe fosse feito para Régis, em boas condições de cruzamento.
Fossem jogadores desbocados por aí, Régis ouviria ‘gatos e lagartos’ ao finalizar a jogada com infrutífero cruzamento. Talvez se Alef não saísse de campo de maca também falaria umas ‘boas’ ao companheiro.
Tão queimado pela ruindade está o zagueiro Betão, que conseguiu se transformar no reserva do reserva na Ponte Preta.
E se diante da Lusa ele ganhou nova chance para modificar a desconfiança de críticos e torcedores em relação ao seu futebol, não soube aproveitá-la. Bateu cabeça no desdobramento do segundo gol adversário e em outros lances agudos dos lusos.
Assim, não poderia se esperar coisa melhor de um time que passa quase toda partida sem ameaçar o gol da Lusa, e que mostrou claras deficiências em todos os compartimentos
Se é que o jogo serviu para novas avaliações ao Departamento de Futebol da Ponte, elas tiveram a clareza de quem ainda tinha alguma dúvida.





































































































































