Blog do Ari: Tem muita coisa pra se arrumar neste novo time do Guarani
Empate com Madureira serve de parâmetro para correções
Enfim vi o novo Guarani na noite deste sábado, no empate por
Alô treinador bugrino Evaristo Piza: menos. Menos viu. Procure fazer o feijão com arroz bem feito na organização deste time e evite ser narrador de jogo no banco de reservas, como igualmente faz o técnico Tite.
Não fique sonhando com um time voando no ataque, se sequer você conseguiu arrumar o seu meio de campo.
Foi perigosa aquela decisão no intervalo do jogo quando você sacou indevidamente o lateral-direito Oliveira para colocar um atacante, caso de Leleco.
O ex-treinador Cilinho sabia fazer isso muito bem, mas você ainda é verdinho na carreira de treinador e precisa observar o básico.
No primeiro tempo, com três homens de marcação no meio de campo – Simião, Hélio e Samuel – o Guarani não conseguia frear a troca de passes do time do Madureira, que chegava com a bola até as proximidades da área bugrina.
LELECO
Válida, portanto, a entrada de Leleco pra se ganhar velocidade pelo lado direito do ataque, mas o correto seria no lugar do improdutivo Fabinho.
E coragem pra sacar um dos medalhões do time? Pelo contrário. Na entrevista coletiva pós-jogo ele distribuiu fartos elogios à produção de Fabinho, que exceto o cruzamento no lance que originou o gol bugrino não fez absolutamente nada. E gol com méritos na cabeçada do centroavante Silas, porém reconheçamos que foi um frangaço do goleiro Jonathan.
A correta leitura de jogo seria não desarrumar ainda mais o meio de campo, com a perda de um homem que teoricamente teria função de ajudar a fechar espaços do time adversário, caso de Samuel, que acabou deslocado para a lateral-direita.
Assim, nos dois tempos de jogo o Madureira teve liberdade para trabalhar a bola até as proximidades da área bugrina.
Basta se projetar um adversário com atacantes mais qualificados pra se interpretar situação de embaraço ainda maior.
Os fartos elogios do treinador para o futebol do meia Fumagalli também não se justificam.
Na minha concepção já não há lugar em qualquer equipe para jogador de pouca mobilidade, mesmo que seja qualificado com a bola nos pés.
Não adianta o torcedor bugrino ficar aguardando uma bola parada ou enfiada de Fumagalli para obtenção de sucesso. O time precisa de meia que arranca com a bola, toque e saia incontinenti para recebê-la, entre na área adversária e que dê uma mãozinha na marcação.
TEM JEITO
Evidente que o torcedor bugrino não precisa se descabelar. Há, sim, jogadores com qualidade no time e com tendência de crescimento de produção.
O goleiro Wanderson foi bem. Pedro Henrique, pela lateral-esquerda, deixou impressão favorável e o volante Simião vai se ajustar no meio de campo.
O atacante Silas foi uma grata surpresa. Deu mostras que pode ajudar bastante o time quer como goleador, quer ajudando a trabalhar a bola.
Posições claras em que o Guarani precisa de reposição são miolo de zaga, meia e mais um atacante.
Jorge Luiz não é confiável como central. Tem poucos recursos com a bola nos pés e por vezes extrapola na truculência.
Um meia do estilo Guaru, do Penapolense, cairia bem neste time. Ele tem a bola parada do Fumagalli e se movimenta dez vezes mais e por custo mensal semelhante.
Com a instabilidade de Fabinho, a troca dele por um atacante que viesse pra jogar seria uma cartada certa.
Por fim, que Evaristo Piza não se empolgue com a possibilidade de escalar três atacantes.
O momento do Guarani é mais de compactação da equipe para se evitar erros de passes e busca de formas para penetração na área adversária, evitando-se os descartáveis cruzamentos.
Por fim, o empate se ajustou bem àquilo que as equipes produziram. E não fosse o goleiro Wanderson praticar defesa difícil no final da partida, o Guarani teria perdido o jogo.





































































































































