Blog do Ari: Simplício foi engolido no Guarani e nem dá pra avaliar seus erros

Ele chegou ao clube como descobridor de jogadores e saiu quase despercebido

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Parece que Luiz Simplício, ex-coordenador de futebol do Guarani, foi hipnotizado. Pra quem chegou falante ao Estádio Brinco de Ouro no início do ano, convenhamos que sair quase mudo causou estranheza.

Simplício aportou no Guarani no início do ano com um currículo de revelador de bons jogadores. E falava firme de sua veia descobridora de boleiros até então escondidos, enumerando os volantes Baraka e Renê Júnior, que passaram por Mogi Mirim e Ponte Preta, entre outros.

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Pelo currículo de quatro anos e meio de Mogi Mirim, também lhe dei um voto de confiança projetando que o presidente bugrino Álvaro Negrão teria encontrado o homem certo para o lugar certo.

Sei lá eu quais foram os jogadores ‘baratinhos’ indicados e trazidos por Simplício. O certo é que aos poucos foi deixando de ser o homem do pelotão de frente do futebol do Guarani.

O inexperiente diretor da pasta Rogério Giardini, desembaraçado na fala, dividiu com o presidente Negrão os espaços na mídia na comunicação dos assuntos ligados ao clube.

Eis a questão: teria Simplício exercido firmemente a função de coordenador de futebol? Teria ele cobrado o treinador Márcio Fernandes sobre escalação correta do time? Simplício detectou os reais problemas físicos do time após a metade dos segundos tempos de jogos nesta Série A2?

EMOCIONAL

Ora, só faltava Simplício ter engolido a conversa fiada de uns e outros no Guarani de que o desgaste físico teria tudo a ver com o emocional. Tá ‘bão’, acreditamos!

Trocado em miúdos, Simplício foi literalmente engolido por um diretor de futebol que pensava que sabia e não sabia. Igualmente não fez uso de suas atribuições para questionar duramente o treinador. Foi absorvido por ele.

Assim, sai com a imagem de quem não conseguiu vencer o desafio proposto e, por educação e postura ainda agradeceu pela chance que o Guarani lhe deu.

No futebol de hoje tem estas coisas de engolir seco e incrivelmente assumir algumas responsabilidades dos outros. Faz parte do jogo.

Por estas e outras eu não serviria para trabalhar em clubes de futebol. Imagine se eu engoliria seco atribuições dos outros? Imagine se o ‘treineiro’ iria deitar e rolar em escalações equivocadas de times e eu apenas concordaria? Claro que não.