Blog do Ari: Sidney Moraes, novo treinador da Ponte, já foi elogiado pela coluna

Veja aquilo que foi comentado quando ele dirigiu o Boa Esporte contra o Guarani

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Pra não falar de ‘orelhada’ sobre o treinador Sidney Moraes, contratado pela Ponte Preta na tarde desta segunda-feira, recorro a dois textos de jogos que comentei quando ele era treinador do Boa Esporte em 2012 contra o Guarani, pelo Campeonato Brasileiro da Série B.

No empate sem gols no Estádio Brinco de Ouro, dia 25 de maio de 2012, o título da matéria foi: ‘Não critique o Guarani; elogie o Boa Esporte de Sidney Moraes’.

Na linha fina uma referência sobre o esquema tático aplicado pelo profissional na ocasião: ‘Time mineiro também jogou no ataque no empate sem gols em Campinas’.

O gancho de abertura daquela matéria foi este: ‘Calma, torcedor bugrino! Muita calma nesta hora. Entenda inicialmente que o empate sem gols de sua equipe contra o Boa Esporte foi justíssimo, embora o jogo tenha sido realizado no Estádio Brinco de Ouro…

E mais: ‘Prepararam o seu espírito para você conferir um Boa Esporte na retranca e, se muito, explorar um ou outro contra-ataque, e erraram’.

Na sequência daquele texto, um elogio ao profissional do Boa Esporte: ‘Parabéns ao jovem treinador Sidney Moraes, do clube mineiro, que encarou o Guarani em condição de igualdade. Por que isso? Presumo que seja por quatro motivos básicos: primeiro porque seria um despropósito não atacar contando com um atacante da qualidade do veloz Vanger e o oportunismo de Marcelo Macedo; segundo porque tinha a convicção da boa distribuição de seu time em campo; terceiro porque teve uma boa escola do mestre Nedo Xavier ano passado, quando foi o seu auxiliar técnico; quarto pelo fato de ter estudado detalhadamente a equipe do Guarani – com os respectivos desfalques – e observado que marcando bem o atacante Fabinho reduziria significativamente o potencial do alviverde.

Mais elogios: ‘Por essas e outras Sidney Moraes, de apenas 35 anos [idade na época], já colocou no bolso uma leva de ‘treineiros’ covardes que certamente teriam a postura essencialmente defensiva contra o Bugre’.

Mais comentário daquele jogo: ‘Com certeza a disposição tática do Boa surpreendeu até o técnico Osvaldo Alvarez, do Guarani. Por mais paradoxo que pareça, era o Boa Esporte quem preenchia bem os espaços do meio-de-campo e o Guarani não podia desguarnecer o setor, sob risco de enfraquecê-lo de vez e perder o jogo’.

E finalizei aquele texto assim: ‘Portanto, contra um Boa atrevido, bem treinado, e o Guarani ainda remendado, o empate ficou bem ajustado para ambos’.

SEGUNDO JOGO

Na segundo confronto entre ambos, em Varginha, na vitória bugrina por 2 a 1, críticas a Sidney Moraes e Osvaldo Alvarez, do Guarani: ambos se equivocaram em alterações no segundo tempo.

Citação sobre Sidney Moraes: ‘Compreende-se a ousadia do treinador ao ‘sacar’ o volante Everton para a entrada do atacante Fernando Karanga. O equívoco foi tirar o meia Francismar, condutor de bola, para a entrada de Petros.

‘Se a projeção lógica era que o Guarani voltaria fechado para o segundo tempo, como sacar um meia que dribla com a bola quase colada ao pé?’

Após a recapitulação de trechos daqueles textos, uma observação e um pito.

Observação: será que os espaços para elogios ao treinador serão bem maiores do que as críticas?

Pito: na entrevista à Rádio Bandeirantes-Campinas o treinador disse que nos tempos de atleta pôde extrair um pouco de cada treinador, enumerando Osvaldo Oliveira, Zetti, Emerson Leão e Renato Gaúcho, entre outros. Esqueceu-se, todavia, de citar o treinador Nedo Xavier, de quem foi auxiliar-técnico no próprio Boa Esporte.

De certo Sidney Moraes também aprendeu alguma coisa com Nedo Xavier, ou não?