Blog do Ari: Será que a Ponte Preta prestou atenção no San Lorenzo?
Ele tem de sobra aquilo que falta à Macaca
Será que o treinador Dado Cavalcanti, da Ponte Preta, recomendou aos seus jogadores para que assistissem a partida em que o San Lorenzo da Argentina arrancou empate por 1 a 1 diante do Cruzeiro, na Arena Mineirão, na noite desta quarta-feira?
Antes de você questionar o que tem uma coisa a ver com a outra, o que interessa se o time argentino avançou às semifinais da Libertadores da América, e lembrar que não aumenta e nem diminui o preço do dólar para torcedores pontepretanos a ausência de equipes brasileiras neste afunilamento de competição sul-americana, a resposta é a seguinte: você viu como a defesa dos hermanos marca?

Dado Cavalcanti deveria pegar o DVD do jogo e mostrar a extrema preocupação dos zagueiros Valdés e Gentilette e volante Mercier do San Lorenzo em marcar o adversário e não a bola. Algumas falhas no jogo aéreo defensivo do time argentino só foram verificadas porque o lateral-direito Buffarini tem estatura média e cobre mal o meio da área. Por isso que o atacante Marcelo Moreno, do Cruzeiro, conseguiu duas cabeçadas e as desperdiçou.
TESTADA INDEFENSÁVEL
No lance do gol de empate de Bruno Rodrigo, do Cruzeiro, méritos totais para o zagueirão. Além da boa estatura, que baita impulsão para, incontinenti, acertar uma testada na bola de forma indefensável.
A escola do futebol argentino sempre foi pautada por muito contato direto com jogadores adversários. E o contato é conseqüência da marcação dura. Marca-se o homem ou encurta-se bastante a marcação.
Isso é repetido com bola rolando ou lances de bola parada do adversário. E esta marcação forte impediu que jogadores cruzeirenses como Marcelo Moreno, Júlio Batista e William produzissem o de hábito.
Pra piorar o meia-atacante Éverton Ribeiro e o atacante Dagoberto, que entrou no segundo tempo, se posicionaram na zona morta do campo, logo após o meio de campo, quando o recomendável seria participarem mais ativamente próximos à área do time argentino.
PREPARAÇÃO FÍSICA
Outras discussões táticas sobre o jogo você vai observar aos montes por aí, mas tome cuidado que muita gente fala e escreve bobagem.
Alguns dirão que o San Lorenzo foi a Belo Horizonte só pra se retrancar e não observarão que por várias vezes o time adiantou a marcação e truncou o início de jogadas cruzeirenses no nascedouro. Não dirão que por vezes o San Lorenzo chegou ao ataque com quatro jogadores. Claro que no final se resguardou para sustentar o empate que lhe interessava.
Já que é pra absorver coisas boas do time argentino, observe a compactação dos jogadores, que implica em menos erros de passes. O vigor físico impressiona. A velocidade do lateralzinho pelo lado direito é aliada à habilidade. E quando ele se manda ao ataque mais parece um ponteiro-direito de pernas curtas, tipo Ratinho que jogou na Lusa.
Da conjuntura dos argentinos, aquilo que becaiada, laterais e volantes da Ponte podem copiar é a extrema preocupação em marcar por zona, porém jamais se descuidando do adversário. Circunstancialmente a marcação chega a ser até homem a homem.
Pra que isso seja colocado em prática é preciso ter sede de antecipação na jogada. Só tem mais facilidade de antecipá-la quem cola no adversário.
É isso aí.





































































































































