Blog do Ari: Sem força, sem bola e com trapalhada; esta é a cara da Ponte Preta

Aumenta dificuldade para a Macaca reverter a situação

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Fernando Bob, volante da Ponte Preta, para o repórter Breno Bereta, da Rádio Bandeirantes-Campinas, após a derrota para o Goiás por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, em Goiânia: “É jogo pra gente esquecer. Vamos pensar no próximo”.

É jogo pra se refletir e muito. Alguns se apegam no bordão de que ‘a esperança é a última que morre’. Há uma corrente de torcedores pontepretanos que já jogou a toalha por duas razões lógicas. Um time estacionado nos 34 pontos seria capaz de tirar uma diferença de cinco pontos para o primeiro clube fora da zona de rebaixamento, caso do Bahia?

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Como a Ponte poderá vencer os jogos contra Portuguesa e Grêmio em Campinas, e Cruzeiro e Inter fora de casa se não demonstra o mínimo poder de reação? O que esperar de um time que consegue exigir apenas uma defesa do goleiro Renan, do Goiás, durante o segundo tempo?

Eis a pergunta que não quer calar: qual o real motivo para este time da Ponte ter perdido a explosão? Ou alguém, além do atacante Adaílton – apesar das limitações técnicas -, tentou arrancar com a bola?

Não venham novamente com esta ladainha de cansaço. Se eu acompanhasse o cotidiano da Ponte diria com precisão aquilo que está acontecendo. Mas este blá-blá-blá de ‘estamos trocando a ausência de treino pela conversa’, do treinador Jorginho, não cola.

Este negócio de folga geral para a companhia no dia posterior aos jogos, um treininho de leve na manhã da véspera do jogo e viagem logo em seguida talvez não fosse a logística mais indicada.

À distância, a impressão que fica é falta de treino e não programação em excesso para o elenco pontepretano.

TUDO ERRADO

É preciso que se reconheça que o treinador Jorginho fez corretamente as mudanças que dele se esperava para o jogo contra o Goiás.

Todos cobraram acertadamente a volta do lateral-direito Artur. E quem poderia supor que além da lambança no segundo gol do time goiano ele fosse errar uma infinidade de passes, e sem a mínima lucidez no apoio ao ataque?

Igualmente houve cobrança acertada para o retorno do zagueiro Ferron, mas ele também bateu cabeça em lance vital.

Que Fernando Bob merecia o lugar de Felipe Bastos, de fato merecia, e convenhamos que Jorginho fez o certo. Todavia, na prática viu-se um Bob também trapalhão em lance de gol do Goiás.

A instabilidade do meia Adrianinho nas últimas partidas resultou na firme decisão do treinador em optar pela escalação de Elias para a função. Só que Elias conseguiu fazer nesta quarta-feira a sua pior partida com a camisa da Ponte.

Não bastasse tudo isso, o atacante William está andando literalmente em campo, e um repórter de Goiânia diz ter flagrado o jogador revoltado com a substituição, chutando copo d’água ao deixar o gramado.

William deveria ter auto-crítica e observar que o garoto Ratão, mesmo sem jogar bem, foi mais participativo e exigiu a única defesa do goleiro Renan durante o segundo tempo.

RECEIO

A incerteza tomou conta do time pontepretano de tal forma que a bola anda queimando o pé da maioria, e isso justifica o número excessivo de passes errados.

Na fase ruim, o que se vê com freqüência é jogador se desfazendo da bola e se escondendo para não recebê-la.

Com este quadro desenhado pela equipe pontepretana, o placar favorável ao Goiás só não foi mais elástico porque Sasha perdeu gol feito e o time poupou-se visivelmente ao perceber que não havia qualquer ameaça do adversário. Bastava se resguardar na defesa e não dar brecha para infiltração dos jogadores pontepretanos para se evitar qualquer risco, como de fato ocorreu.