Blog do Ari: Sem dedo de Eberlin, incerteza na Ponte Preta

Não foi uma boa estreia para a Macaca, facilmente batida pelo Palmeiras

Ponte Preta: não se deve entregá-la principalmente quando o profissional em questão é o questionado técnico Gilson Kleina.

Categorias: Colunas

Por: ARIOVALDO IZAC - -, 27/01/2022

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Palmeiras fez gols com facilidade na Ponte Preta

Campinas, SP, 27 (AFI) – Blog do Ari dá alerta. Depois que a Ponte Preta sofreu goleada por 3 a 0 para o Palmeiras na capital paulista, na noite desta quarta-feira, na largada dela no Paulistão 2022, cabe um alô ao presidente da Ponte Preta, Marco Eberlin.

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Ora, como frequentador assíduo do bairro Jardim das Paineiras anos atrás, e por lá se encontrou várias vezes com Beto Zini, ex-presidente do Guarani – que por ali morou por muitos anos -, de certo ouviu a sábia recomendação de que presidente de clube não deve entregar a chave do futebol para treinador.

E aí eu acrescento: não se deve entregá-la principalmente quando o profissional em questão é o questionado Gilson Kleina.

Nesta goleada sofrida pela Ponte Preta, ficou claro que a coisa ficou largada, pois Kleina tomou decisões ao seu bel prazer, e aí o que se viu foi um exagero de coisas erradas: falta de percepção de quem está mal condicionado fisicamente para ser escalado, escolhas questionáveis dos titulares e planificação tática equivocada por desconhecimento do estilo tático que o Palmeiras tem colocado em prática.

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Blog do Ari faz alerta (Foto: Cesar Greco)


DEFESA

Por ter discernimento sobre futebol, de certo Eberlin sabia que os laterais Norberto e Guilherme Santos estão fora de fora, e pelo um deles não deveria ter sido escalado.

Ora, se o zagueiro Fabrício é reconhecidamente lento e tem como virtude apenas o chute forte em cobrança de falta, claro que havia outra opção mais recomendável. Pois aí que Eberlin deveria fazer como Zini: ‘não vai jogar e pronto’.


VOLANTES

Como a Ponte Preta colocou em campo um time pesado, a lógica indicava que defensores ficassem marcando o goleiro de seu próprio time, e o reflexo disso foram volantes optarem por cinturão à frente da zaga, quando a circunstância deste jogo exigia marcação um pouco mais avançada. Tudo pra tirar a liberdade do Palmeiras se organizar no toque de bola e proceder frequentes viradas de jogo, dentro de seu estilo característico.


Adiantou aquele punhado de volantes pontepretanos que não tomavam a bola de ninguém, e a equipe totalmente dominada durante o primeiro tempo?


FESSIN

O que teria a Ponte Preta a ganhar com a escalação do meia Fessin, que não tem característica de organizador, e se prevalece basicamente em jogos que o seu time é mandante e tem maior volume de jogo?

Não era o caso. Logo, o recomendável seria a escalação de início de Matheus Anjos, jogador que trabalha melhor a bola e provavelmente faria que ela chegasse mais qualificada ao atacante Lucca, o que não aconteceu.

Pior ainda quando Kleina fez a chamada substituição burocrática, ao sacar o volante Marcos Júnior, no intervalo, provavelmente a pretexto de evitar o segundo cartão amarelo de seu jogador.

Aí colocou em campo Wesley totalmente fora de ritmo, e o time pontepretano não teve qualquer ganho de qualidade.


OUTROS CULPADOS

Claro que tem-se que eximir Kleina de culpa pela desobediência tática de meia e atacante de sua equipe ao não marcarem zagueiros do Palmeiras em cobranças de escanteios.

Pois no desdobramento de dois lances deste tipo o Palmeiras abriu vantagem de 2 a 0, com gols de Murilo aos nove minutos e Luan aos 24.

A rigor, neste segundo gol o lateral Guilherme Santos ficou marcando a própria sobra, pois estava bem perto do zagueiro adversário. Também houve falha do goleiro Ygor Vinhas.

Três minutos depois, o atacante Rony, lançado entre os zagueiros Fábio Sanches e Fabrício, ganhou a jogada e concluiu com sucesso na saída de Ygor Vinhas.


TIROU O PÉ

Na clássica linguagem do futebol, ao estabelecer vantagem dilatada e percepção de que a Ponte Preta não oferecia qualquer risco, o Palmeiras ‘tirou o pé’, se poupou visivelmente, e a partida sofreu queda de rendimento.

De prático, ao longo da partida, a Ponte só ameaçou em uma jogada, quando Lucca finalizou e exigiu defesa difícil do goleiro Marcelo Lomba, ainda durante o primeiro tempo.

Como de certo essas interpretações não passaram batidas pelo presidente Eberlin, o jeito, já para a partida diante da Inter de Limeira, no próximo sábado em Campinas, será colocar em prática aquela conversa ao pé do ouvido com o treinador e fazer triagem sobre a equipe que ele pretende escalar.

Afinal, a diferença sobre futebol de Eberlin para o seu antecessor Sebastião Arcanjo é da água para o vinho.

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