Blog do Ari: Sejamos racionais para analisar a conjuntura do futebol da Ponte Preta
Paulistão deveria servir de experiência para montagem do time à Série B
Se você é daqueles torcedores pontepretanos que se aglomeram no grupo das organizadas e fica pulando o tempo inteiro sem se focar na partida, a comunicação não é com você.
Se você não dispensa um ‘tapa no beiço’ das destiladas perto do Estádio Moisés Lucarelli, e depois tudo fica embaçado quando a bola começar a rolar, igualmente não deve ser partícipe desta postagem.
Alô pontepretano com o incorrigível hábito de morder o alambrado que circunda o gramado, e que passa o jogo inteiro só xingando bandeirinhas. Por gentileza, fique fora da discussão que vamos abrir.
Fosse rodinha de bar diria que a conversa é com pontepretano realista, que não deixa a emoção sobrepor à razão.
Aí destaco o parceirão Tio Lei – frequentador assíduo deste espaço – que tem alertado rotineiramente a sua preocupação para que evitem erros de contratações visando o próximo Campeonato Brasileiro da Série B, e que se peneire o atual elenco da melhor maneira possível pra se detectar, de fato, quem é quem.
Bom, inicialmente é preciso que se entenda a filosofia de Vadão de mudar o mínimo possível o time que interpreta como o ideal para o momento. Assim, dando confiança aos titulares, crê na preservação da harmonia do elenco.
Muito provavelmente Vadão avalia que não se deve mexer no titular com rendimento pouco abaixo do reserva eventual, e isso explica – embora não justifica – se evitar uma troca de Carleto por Magal na lateral-esquerda.
Magal marca melhor? Não acho. Pode até correr mais, mostrar incrível disposição, mas não convence.
Já que a questão é ‘peneirada’ neste elenco da Ponte, fica a expectativa que o lateral-direito Neílton ganhe uma real oportunidade de começar a partida contra o Bragantino. Assim, quando cansar, basta se colocar em prática a improvisação de Ferrugem pelo setor.
A expulsão do zagueiro César até favorece avaliação da postura do substituto Gabriel, que começou mal no período do treinador Sidney Moraes e agora terá nova chance.
ADRIANINHO
Gente, o meia Adrianinho já representou muito para a Ponte Preta, sabe bater na bola, mas já se comporta como um veterano travado, absorvido quando bem marcado.
Logo, não cabe mais este tratamento de queridinho da torcida. Se não rende o esperado, que espere nova chance no banco.
A rigor, num time de qualidade questionável como o da Ponte Preta, seria prudente que Vadão reavaliasse a opção do 4-3-3, mesmo com Silvinho e Ademir recuando sistematicamente para cercar descidas dos laterais adversários.
Como o rendimento ofensivo de Silvinho tem sido aquém das expectativas, e não se vislumbra outra opção mais vantajosa entre os reservas para a mesma função, o viável seria compactação do meio de campo com quatro jogadores de boa mobilidade, para que a transição ao ataque seja feita com mais rapidez e qualidade.
Se a cabeça da área está bem protegida com Bruno Silva e Fernando Bob, certamente ganharia ainda mais consistência com a efetivação de Ferrugem no setor.
Como quarto jogador do compartimento caberia bem uma oportunidade desde o início da partida para o meia-atacante Antonio Flávio, que entrou bem contra o Penapolense.
Talvez os jogadores sugeridos nem sejam os ideais para montagem do time do segundo semestre. O importante é que a Ponte comece a mostrar uma nova cara para a Série B do Brasileiro. Depois, é só observarem as posições em que há claras lacunas e serem criteriosos nas contratações.





































































































































