Blog do Ari: Se a Ponte tivesse meia que fizesse gols não teria pesadelos
Carpeggiani tinha razão quando traçou a prioridade
Citei rapidamente na postagem anterior que, quando passou pela Ponte Preta, o treinador Paulo César Carpeggiani cobrou a contratação de um meia-atacante com características diferentes daqueles que estão aí. Ele pretendia contar com o meia condutor de bola, que teria um bom balanço e dribles progressivos. Queria o meia habituado a entrar mais vezes na área adversária para finalizar e identificado com os gols.
Cada vez mais fica evidenciado que Carpeggiani tinha razão. Hoje, observa-se que o criador das principais jogadas ofensivas da Ponte é o atacante Rildo, que atua em velocidade pelos lados do campo.

O atacante William, que se sobressai quando atua fixo na área, depende de companheiros que criem jogadas. Além de finalizar, ele faz bem o papel de pivô ajeitando a bola pra quem chega de trás.
E quem o acompanha para dar continuidade às jogadas ou finalizar?
Convenhamos que os meias Elias e Adrianinho deveriam entrar mais vezes na área adversária.
O histórico de gols de ambos neste Campeonato Brasileiro é irrisório. Elias converteu um pênalti contra o Botafogo e fez gol de falta diante do Galo mineiro. Adrianinho marcou apenas contra a Lusa, no Canindé, na derrota pontepretana por 2 a 1. Portanto, empata com o volante Baraka que também tem um gol neste Brasileirão.
Adrianinho e Elias jogaram menos na competição? Sim, mas o lateral-direito Artur também jogou menos e também contabiliza dois gols. E ele é lateral defensivo. Não esqueçamos, portanto, que o gol identifica o jogador.
EXAGERO

Observo que os elogios para Adrianinho extrapolam a realidade. É um bom jogador? É. Mas o futebol moderno não admite apenas o lançador. O meia tem que obrigatoriamente usar o drible progressivo para, em última análise, ajudar a abrir rigorosos esquemas defensivos adversários.
Elias é um bom passador de bola, porém lento. Também não tem a característica do meia projetado lá atrás por Carpeggiani.
Conclusão: apesar das claras limitações do time, se a Ponte tivesse um bom meia condutor de bola, aquele que coloca uns golzinhos na sacola, com certeza estaria projetando uma Sul-Americana, e não fugir do rebaixamento, considerando-se o bom índice de aproveitamento do atacante William nas conclusões.





































































































































