Blog do Ari: Saiu o nó da garganta do pontepretano, mas o time precisa melhorar

Vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians veio no final

0002048108052 img

Enfim, o torcedor pontepretano tirou aquele nó da garganta, soltou o seu grito de ‘guerra’ e renovou as esperanças para que a sua Ponte Preta comece uma reação neste Campeonato Brasileiro e escape da degola, a partir desta importante vitória sobre o Corinthians por 2 a 0, com gols no final da partida.

Afora esta empolgação natural do torcedor que estava angustiado e do desdobramento dos jogadores pontepretanos, restou a certeza que o time ainda precisa melhorar muito para atingir o seu objetivo.

Sem pretensão de desmerecer a vitória, claro ficou que a Ponte ganhou de um time que mostrou pouca resistência, embora tenha um elenco qualificado.

Numa análise realista, a Ponte enfrentará adversários que oferecerão nível de dificuldade maior e precisará de correção de erros defensivos e de finalização.

Em vários lances os zagueiros Ferron e Sacoman bateram cabeça. Assim, fica a dúvida de como vão se comportar contra atacantes mais ‘elétricos’.

0002048108052 img

GOLS PERDIDOS

E quando oportunidades de gols são criadas pelos jogadores da Ponte, não podem ser desperdiçadas como ocorreram duas vezes com Chiquinho, uma delas cara a cara com o goleiro Cássio, e chute foi em cima dele.

Entretanto, a partida mostrou aspectos positivos na Ponte, principalmente o meia Adrianinho, que fez a sua melhor partida desde que foi fixado como titular. Os laterais Artur e Uendel marcaram bem e esporadicamente atacaram também.

A grata surpresa foi o volante Alef, que entrou com personalidade como se fosse um veterano. E não só defendeu bem como passou bem a bola e saiu pro jogo.

A velocidade do atacante Adaílton, caído pelo lado esquerdo quando substituiu William, serviu para confundir a defesa corintiana. Ele achou um exato espaço nas costas do lateral Edenílson, obrigando seguidamente o bom zagueiro Gil a tentar fazer cobertura pelo setor.

Evidente que a vitória da Ponte servirá para resgatar a confiança perdida por jogadores como Baraka e Chiquinho. Embora esforçados erraram muito ao longo da partida. Felipe Bastos marcou o gol que abriu a caminho da vitória pontepretana em bela cobrança de falta, mas ainda carece de mais mobilidade. Ele correu um pouco no primeiro tempo e depois andou.

CORINTHIANS PREVISÍVEL

O primeiro erro do Corinthians foi a escalação de um time com três atacantes que raramente recuavam quando o time estava sem a posse de bola.

Com Pato, Romarinho e Guerrero bem marcados, o Corinthians só não foi totalmente nulo no primeiro tempo porque Sacoman permitiu que Guerrero fizesse jogada pessoal em cima dele que, por sorte dos pontepretanos, a finalização foi errada, e isso facilitou a defesa do goleiro Roberto.

Afora isso, no primeiro tempo o Corinthians foi um time extremamente lento na transição ao ataque. Por sinal, na maioria das vezes a bola era esticada, e isso facilitava o trabalho de destruição dos jogadores pontepretanos.

A Ponte povoou o meio de campo com os três volantes e dois meias, pois Chiquinho se posicionou no setor juntamente com Adrianinho.

Assim, tendo a Ponte mais posse de bola, seus laterais podiam se apresentar pro jogo. E em decorrência deste volume de jogo, chances de gols foram criadas, uma delas em que Uendel desperdiçou.

TITE MUDA

Na teoria, o treinador Tite agiu corretamente ao optar pela saída de Pato e Romarinho no intervalo, para as entradas de Emerson e Danilo.

O treinador corintiano pensou em recompor o meio de campo com a entrada de Danilo, e até que o Corinthians passou a ficar mais com a bola. O problema é que faltou penetração. Apenas Emerson tentou investidas, começou a criar jogadas pelo lado esquerdo, mas depois foi mais vigiado e não conseguiu render.

O Corinthians também levava perigo com as incursões do lateral Edenílson, mas os cruzamentos eram devolvidos pelos marcadores no time pontepretano.

Assim, a Ponte explorou basicamente os contra-ataques no segundo tempo e chegou aos gols quando o Corinthians mais atacava.