Blog do Ari: Rivalidade no futebol de Campinas sugere recriação de gírias

Tem mais fervura com a Ponte na Copa Sul-Americana

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Meu alimento cultural desta quinta-feira foi devorar boa parte do livro ‘Campinas era Assim’, obra de Rafael Mila Bueno, editado em 1988. Lá algumas páginas são destinadas a gírias do passado que se tornaram obsoletas, e vou tentar reintroduzi-las na corriqueira disputa de palavras de pontepretanos e bugrinos.

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Na seção de comentários da postagem anterior, torcedor pontepretano ironizou bugrino devido ao estágio diferente em que os clubes de Campinas se encontram, com a Ponte na Copa Sul-Americana.

Usando outras metáforas ou falando o português claro, o bugrino respondeu que esta Macaca não é de fechar o comércio e que o pontepretano está biruta ao comparar participações internacionais de ambos na Taça Libertadores da América e na Copa Sul-Americana.

Há pontepretano que projeta passaporte ao Chile ou Colômbia na segunda fase da Sul-Americana, e pretende dar uma de almofadinha quando se apresentar no aeroporto.

Outros advertem que o bom malandro não estrila, não dá bandeira.

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O bugrino diz que não dorme de botina, que chegou à Taça Libertadores como segundo melhor time do país, quando apenas duas vagas eram reservadas para clubes brasileiros disputarem a competição.


Nesta queda de braço, resta saber quem, num salão de baile, saberá escapar de uma táboa quando convidar a moça para dançar.


Ou você e o seu time vão dançar sem música?


Significado das gírias

Fechar o comércio – expressão usada para definir moça bonita

Biruta – louco

Almofadinha – bem vestido

Não dá bandeira – discreto

Não dorme de botina – não é bobo

Não estrila – não reclama

Táboa – recusa da moça ao convite de dança