Blog do Ari: Rivais extrapolam e provocações estão suspensas até segunda ordem

Sobram provocações e faltam discussões sobre futebol

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Persegui insistentemente a trincheira da democracia durante o período de chumbo, quer como militante de diretório acadêmico estudantil, quer com filiação a apenas um partido político – caso do extinto MDB -, sem repasse de carteirinha para o atual PMDB. Logo, sou defensor intransigente da livre manifestação.

Uma coisa é liberdade de expressão, outra coisa é não dimensionar o limite tolerável para se expressar. Por isso, infelizmente, fui obrigado a retomar o controle do espaço aberto para manifestações dos leitores porque a coisa começou a descambar.

É natural e compreensível um sarrinho aqui e outro acolá de comentário de torcedor para o seu o rival, e será retomado gradualmente dentro do aceitável. Inaceitável é verificar apelação barata e gratuita sobre preferência de se ter um filho veado a bugrino. Isso extrapola o admissível.

Evidente que sendo tal comentário vazado por um lapso, era cabível a réplica quase que na mesma proporção de um bugrino, e aí, infelizmente, fui obrigado a colocar tranca na porta, sob risco de, após porteira arrombada, onde passa um boi passa uma boiada.

Cabe informar que não me recordo de postagem em que fui obrigado a exercer o indelicado papel de censor. O descontrole nos comentários implicou em torcedor fazer citação de brocha à torcida rival, mas a provocação foi censurada, assim como a desagradável mania de tratamento ao adversário no feminino.

Por ‘ene’ vezes você chamou o torcedor rival de nervosa, elas, bravas, braba, bem-vinda, descontrolada, etc, e observou que censuro mesmo, que reescrevo tudo no masculino. Então, por que a insistência?

SARCASMO

Também não venha com o sarcasmo de chita, galinha, bota ovo, chiqueirão, puleiro, etc, porque são palavras igualmente cortadas e substituídas por expressões claras e condizentes.

O destempero entre torcedores rivais atinge a desproporção de piadas difamatórias até com envolvimento de patrocinador de clube, naturalmente censuradas.

Passou, mas não devia, um torcedor bugrino ter citado que a lotação do Majestoso implica em ‘assistente’ no colo do outro. Claro que igualmente houve réplica na mesma proporção.

Como de costume, não faltaram aqueles provocativos que tentam se esconder no anonimato. Desta vez o puxão de orelha foi dado publicamente. Entre eles estava o ‘Sempre Bugrinos’, que deve ter vestido a carapuça.

Teve parceiro que parece ter sido registrado em cartórios com nomes de ‘Eu já Vi’, Trocadilho e Tormento. Mostre a ‘cara’ gente! É feio querer dar o tapa e esconder a mão. Foi pro lixo o comentário enviado.

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MÁRCIO FERNANDES

Por fim, não sobrou espaço pra comentar sobre as impressões deixadas pelo treinador Márcio Fernandes, ao se apresentar no Guarani para início de trabalho.

Uma fala dele que me chamou atenção foi de que vive futebol 24 horas por dia. Claro que só pode ser alusão a um bordão criado pelo saudoso jornalista Brasil de Oliveira. E se Márcio Fernandes viver futebol tão intensamente como o velho Brasa, e ter assimilado metade daquilo que ele sabia, o torcedor bugrino poderá esperar um 2014 de ventura.

Por fim, observações técnicas e físicas feitas na postagem anterior sobre o comportamento da Ponte no empate diante do Cruzeiro sequer foram debatidas sobre a óptica de cada um.

Gente, acorde para a realidade. É melhor falar de futebol do que devolver provocações de rancorosos bugrinos, e vice-versas se o Guarani estivesse jogando.