Blog do Ari: Resultado excelente para a Ponte, mas o time não se ajustou
Treinador Jorginho errou em escalação e substituição
Foi um festão da torcida da Ponte Preta nesta quarta-feira no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Ela mostrou que pode sim carregar o time na sequência do Campeonato Brasileiro, na tentativa de ajudá-lo a fugir da degola.
Evidente que aquela multidão no estádio esperava, além da vitória, o crescimento de produção do time. E isso não foi visto.
Rendimento do time pontepretano à parte, os números estão aí e não mentem jamais, dizia o saudoso radialista Pereira Neto.
Numericamente a vitória por 2 a 0 sobre o Deportivo Pasto da Colômbia foi excelente para a Ponte Preta, na estréia da fase internacional da Copa Sul-Americana. É que no jogo da volta, no campo do adversário, o regulamento a favorece mesmo que perca por um gol de diferença.
DOIS ASPECTOS
Ressaltam-se ainda dois aspectos positivos nesta vitória pontepretana. O principal deles é que os dirigentes corrigiram um longo erro de percurso com a contratação de um bom cobrador de faltas.
Quem tem um jogador com esta especialidade sabe que aumentam as chances de comemorar vitória mesmo com o time não jogando bem. Foi o caso desta partida contra os colombianos, quando o meio-campista Felipe Bastos foi decisivo.
O jogo caminhava para um zero a zero no primeiro tempo até que Adrianinho – se não falha a minha memória – sofresse falta. O chute forte de Bastos, com a bola quicando antes de chegar no goleiro Álvarez foi fatal. O rebote foi inevitável e o lateral-esquerdo Uendel, atento na jogada, tirou o zero do placar.
A outra chance da Ponte ainda no primeiro tempo foi nos pés do volante Baraka, que nem deveria se posicionar na área adversária porque finaliza mal. Pois a bola alçada caiu justamente no pé dele e deu no que deu.
No ‘apagar das luzes’ da partida, uma ‘paulada’ de Felipe Bastos, do ‘meio da rua’, em cobrança de falta, seria bola defensável para um goleiro seguro, o que não era o caso.
Méritos para o jogador pontepretano que teve esta percepção e arriscou o chute, quando naquela circunstância geralmente a bola seria alçada à área adversária.
O outro aspecto positivo da Ponte foi a forte marcação, apesar de erros individuais que poderiam ser comprometedores.
Quais? Uendel perdeu disputa no corpo para adversário, quase na risca da grande área, mas por sorte dele o colombiano não soube completar a jogada.
Mesmo com o adversário de costas, nas proximidades da área, o volante Alef se precipitou ao cometer falta desnecessária, mas por sorte o goleiro Roberto praticou a defesa. Antes disso, na mesma circunstância, o zagueiro Ferron também fez falta, um defeito incorrigível.
Eis a questão: e se o adversário marca gol em uma destas faltas cometidas imprudentemente?
CHIQUINHO
No repertório de erros, enumere outra oportunidade desperdiçada pelo meia-atacante Chiquinho, que ainda tropeçou na bola antes de tentar a finalização. Pior ainda foi o treinador Jorginho que trabalhou mal antes e durante o jogo.
Primeiro o erro de escalação ao projetar que o seu time teria acréscimo de produção com a entrada do lateral-direito Régios no lugar de Artur.
Erro maior foi sacar o meia Adrianinho aos 20 minutos do segundo tempo, justamente o jogador mais lúcido do time pontepretano.
Ao optar pelo drible na tentativa de abrir a defesa colombiana, Adrianinho era parado com faltas, e isso resultou em dois cartões amarelos aos adversários.
Como o atacante William era presa fácil para os zagueiros do Deportivo Pastos, o prudente seria o meia Elias ter entrado no lugar dele.
Com dois meias para segurar a bola, provavelmente a Ponte poderia ter mantido a marcação adiantada e não precisaria tomar sufoco do só aplicado time colombiano a partir dos 30 minutos do segundo tempo.
O certo é que Elias não entrou bem. Assim, desde a saída de Adrianinho a Ponte já não trabalhava a bola. Seus jogadores a alongavam e, invariavelmente, erravam as jogadas.
No frigir dos ovos, a Ponte não jogou bem apesar da vitória. Esbarrou-se nas duas linhas quatro de marcação do Deportivo Pastos, que, de posse de bola, cadenciava a partida para valorizar os passes.
Claro que ao não colocarem velocidade na transição ao ataque, os colombianos facilitavam a recomposição dos jogadores pontepretanos.
De qualquer forma, mesmo com a Ponte devendo melhor produção, a vitória dá confiança aos jogadores para a partida do final de semana contra o Botafogo, no Rio de Janeiro.





































































































































