Blog do Ari: Ramirez, mais um caso de inabilidade dos cartolas da Ponte Preta
Situação poderia ter sido contornada quando o meia mostrou desinteresse
Outro dia escrevi que a participação de bugrino comentando sobre a conjuntura do time foi mixuruca e o parceirão Zé Roberto, torcedor ferrenho do Bugre, se irritou. E não é, meu caro Zé, que se o foco não derivasse para o meia Ramirez, proposto pelo internauta Alexandre, sequer haveria discussão sobre a pauta do dia.
A devolução de Ramirez para o Corinthians, de um empréstimo que venceria em dezembro, dividiu opiniões. Os pontepretanos Rodrigo U e Alexandre acompanharam a minha posição de que o atleta deveria permanecer, enquanto os parceiros Cabeça e Paulo Giolo cuspiram fogo de raiva, devido ao comportamento do jogador.
Cabeça, tem lógica a sua ira pelo futebolzinho de Ramirez ultimamente, porque o desinteresse do jogador é flagrante. Mas nestas situações, é preciso agir menos com a emoção e mais com a razão.
Como dizia o folclórico ex-jogador Dadá Maravilha, ‘para cada problemática sempre existe uma solucionática’. É de Dada, também, a frase ‘uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa’.
Vamos ao âmago da questão: por que Ramirez fez um Paulistão aceitável e deixou de jogar neste Brasileirão?
Homens que comandam o futebol deveriam ter o diagnóstico disso no nascedouro. Desinteresse por que? Como está o condicionamento físico dele? Tem fatores extra-campo que interferem?
Quem conhece as ‘mumunhas’ da bola e não peca por omissão, tem o diagnóstico rapidamente da situação e, incontinenti aplica o amargo remédio. Coisa assim: “O meu. Qual é a sua?”
Se mesmo repreendido – lá atrás – e ainda assim se constatasse que o caso seria incurável, a transparência indicaria que viessem a público e justificassem o ocorrido.
Assim, pelo menos haveria tempo de remanejamento do jogador para outra equipe, resultando em alguma compensação financeira à Ponte Preta.
O que ela ganha agora com a devolução do jogador? Se Ramirez não for atleta que rema contra a maré, em última análise a Ponte perde financeiramente. Ele fazia parte de uma negociação com o Corinthians que envolvia a liberação de Guilherme Andrade.
E se você observar as palavras do treinador Jorginho, embora evitasse situação de choque com a direção da Ponte, deixou explícito que gostaria de contar com o jogador no restante da competição.
Portanto, Cabeça e Giolo, julgo que este tenha sido mais um dos casos mal resolvidos pelos homens do futebol da Ponte, sem habilidade para contorno de problemas no nascedouro.
Ruim com Ramirez, pior ainda sem ele como opção de banco.
EMPRÉSTIMOS
O noticiário do portal da casa enfoca que a Ponte emprestou o volante Paulo Roberto e o atacante Everton Santos para o Figueirense, com base em informações de emissoras de rádio.
Só uma perguntinha que os cartolas pontepretanos não responderam: o alto salário que atacante ganhava na Ponte será repassado integralmente ao clube catarinense ou tem subsídio na empreitada?





































































































































