Blog do Ari: Rádio Caxias torceu demais pela vitória do Juventude, mas Bugre empatou

Geralmente radialistas do interior torcem para o time de sua cidade

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Sou homem de mídia impressa e sempre testemunhei a arrogância de jornalistas deste segmento subestimando radialistas de setor esportivo. Só que num jogo como o da tarde deste sábado entre Guarani e Juventude o que fizeram os homens de mídia impressa e do próprio portal FI sem transmissão pela televisão?

Ficaram de ouvido colado no radinho de pilha para se basearem nas informações do empate sem gols em Caxias do Sul, para posteriormente repassarem o texto aos seus leitores, correto?

Fiz isso por muito tempo no meu período de Redação, sem contudo subestimar companheiros de rádio. E como não sou adepto a comentar aquilo que não vi, meu relato terá a identificação de quem falou.

Gente, e não é que a equipe da Rádio Caxias, do Rio Grande do Sul, vestiu demais a camisa do Juventude. Só faltou o repórter de lá copiar o finado Almeida Neto, da Rádio Central, que tinha olhos de águia para cobrar dois pênaltis não marcado pela arbitragem em quase todas as partidas.

Quando malandramente o goleiro bugrino Wanderson ‘dedurou’ à arbitragem um sangramento na camisa do atacante Rafael Macena, do Juventude, quase no final do primeiro tempo, num lance de escanteio para o time da casa, o narrador William Motta se irritou e mandou recado ao goleiro do Guarani: “Agora, Wanderson, você vai tomar o gol pra não reclamar de mais nada”.

Melhor ficarmos com o comentário intermediário de Marcos Vaz que avaliou um bom início do Juventude, citou que o Guarani equilibrou a partida a partir dos 20 minutos, mas emendou que a partir do 35 minutos houve predominância do Juventude.

TRANSMISSÃO SIMULTÂNEA

Curioso é que a Rádio Caxias ainda adota antiga estratégia de transmissão simultânea dos jogos das duas equipes da cidade. A outra equipe da emissora fazia rodízio da transmissão da partida entre Caxias e Tupy, em Juiz de Fora.

Como de praxe, comentaristas de rádios locais focalizam basicamente o time da casa. Assim, durante o segundo tempo, Marcos Vaz citou o decréscimo de produção do Juventude, criticando as mudanças feitas no time. Segundo ele, o time gaúcho perdeu criatividade no meio de campo e já não tinha a transição ao ataque, embora já contasse com três atacantes. Por isso, segundo Vaz, o Juventude tentou pressionar no final de partida, mas de maneira infrutífera. E o comentarista fez citação do volante Simião, do Guarani, como melhor jogador em campo.

Quase no final do jogo, como o Juventude não chegava ao gol da vitória, o narrador William Mota não escondeu a sua decepção e reclamou da cera feita pelo Bugre. “É uma cera danada. O Guarani vai levar uns 15 minutos para cobrar o escanteio”, resmungou.

Era aquilo que eu tinha a dizer, ou seja: quase nada. Se você tiver informações complementares, fique à vontade.