Blog do Ari: Quem, na Ponte Preta, teve a infeliz idéia de contratar o zagueiro Rafael Silva? Quem?

Desconsideraram o histórico de a Macaca revelar eficientes zagueiros

Depois de um histórico de formar bons jogadores nas categorias de base a Ponte abusa em contratações de zagueiros fracos

Historicamente a Ponte Preta produziu bons zagueiros. Na década de 60, quando o time disputava uma segundona identificada como primeira divisão por causa da divisão especial, o clube revelou o ‘estupendo’ Samuel Arruda, já falecido, que abusava de ‘chapelar’ atacantes adversários até dentro de sua própria área.

Em 1968, quando a Ponte montou um time de medalhões, salvo engano Samuel era o único molecão recém saído do juvenil que jogava no time principal. Dicá, na época ponta-de-lança, ainda estava se firmando na equipe principal num time que tinha o meia Jair Bala como titular.

A filosofia da Ponte era negociar passes de seus zagueiros titulares assim que fossem preparadas peças de reposição na base. Saiu Samuel veio Oscar Bernardes, um zagueiraço. Saiu Oscar veio Juninho Fonseca.

Se a Ponte não havia feito jogador em casa para ocupar o lugar de Juninho, negociado com o Corinthians em meados da década de 80, o jeito foi trazer Osmar Guarnelli pra zaga central continuar fortalecida.

Digamos que até dava pra engolir Júnior Curau com a saída de Osmar Guarnelli, e partir daí o time pontepretano alternou alguns bons zagueiros com outros ‘meia colher’.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Por que todo este histórico? Só pra lembrar que um clube que fez história na revelação de zagueiros que chegaram à Seleção Brasileira de repente não pode cometer o descuido de contratar um zagueiro como Raphael Silva, que veio do Rio Preto.

Alô gente da Ponte Preta: futebol é coisa séria. Ou devia ser. Quem falou que Rafael Silva é jogador até para a Série C do Campeonato Brasileiro?

Por ser zagueiro cintura dura representa um convite para atacantes habilidosos ‘pentearem’ a bola sobre ele.

Afoito no combate ao adversário, muitas vezes dá combate desnecessariamente quase na altura do meio de campo, adiantando-se até mais de que os volantes.

Apesar da estatura de 1,90m de altura, repete erros do zagueiro César – que passou pela Ponte – de marcar a bola e esquecer do adversário.

Não bastasse tudo isso passa mal a bola, principalmente quando opta por média e longa distância. Grosso, rebate pro lado que o nariz está virado.

É chato criticar contundentemente um rapaz esforçado como demonstra ser o zagueiro Raphael Silva, mas é bom que ele não se iluda no futebol porque ali não é a praia dele, embora a posição de zagueiro seja aquela em que o atleta tenha mais chances de progresso.

É isso aí.