Blog do Ari: Quem deu o nome da principal arquibancada do Brinco de Ouro como tobogã?

De certo a história do Guarani em filmes não trará este detalhe

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Produzido pelo cineasta Samir Cheida, passará a ser exibido nas salas de cinemas de Campinas o filme ‘Bugrinos, o filme do Guarani F.C.’ a partir do dia 2 de abril.

Entre as dezenas de revelações, de certo uma delas será esquecida. Qual? Quem batizou o lance de arquibancada denominado tobogã? Quem?

Não se trata de arrogância ou coisa parecida. Quem deu o nome àquele lance de arquibancada como tobogã fui eu. Em carne e osso!

Cabe recapitulação daquela história porque ela teve o seu ‘enredozinho’.

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Em 1979 eu era repórter setorista do Guarani pela Rádio Brasil e jornal Diário do Povo quando o presidente Ricardo Chuff, já falecido, projetou a ampliação do Estádio Brinco de Ouro, após a conquista do Campeonato Brasileiro um ano antes.

E Chuff construiu um quinto da nova arquibancada, deixando a incumbência de completar a obra ao seu sucessor Antonio Tavares Júnior.

Sem dinheiro para sequência do projeto, Tavares Júnior vendeu bem o passe do meia Renato ‘Pé Mucho’ ao São Paulo, habilmente comprou o passe de Jorge Mendonça (já falecido) a preço de banana (época em que banana custava barato), e aquela obra foi tocada a todo vapor.

ANEL SUPERIOR

Aí, o então vice-presidente do Guarani, José Vitorino dos Santos, o Zezo, reuniu a imprensa e denominou aquele lance de arquibancada como anel superior.

Bom, pensei com os meus botões: ora, aquilo só seria anel superior caso circundasse toda extensão do estádio, o que não era o caso. Exatamente por isso discordei da citação e julguei que aquilo tinha mais semelhança com o tobogã do Estádio do Pacaembu.

Jornais de Campinas da época eram extremamente competitivos e o rapaz aqui ‘comprou’ a briga com a concorrência, sustentando sozinho a denominação tobogã.

Aos poucos os líderes da Torcida Organizada Guerreiros da Tribo, Robel Tadeu Datovo e Gilberto Moreno, se agruparam ao coro de tobogã e depois vieram os repórteres de rádio da época, Artur Eugênio, Romeu César e Almeida Neto (já falecido).

A concorrência impressa do Diário do Povo não queria dar o braço a torcer e insistia na denominação ‘anel superior’.

Com o passar do tempo a concorrência cedeu. Parafraseando o ex-atacante flamenguista Nunes, ela foi indo, indo, até ‘fondo’.

Pronto. Estava batizado e sacramentado o nome tobogã para aquele enorme lance de arquibancada do Estádio Brinco de Ouro sobre a antiga arquibancadinha.

FILHA

E por que colocar o assunto agora? Porque dias destes, em conversa com minha filha, historiei o corrido e curiosamente ela foi em busca de mais informações no Google, e chegou até a suspeitar de minha afirmação.

O pleno convencimento ocorreu quando contei esta história nos mínimos detalhes.

A rigor, até então não havia me importado com a propagação do fato, mas é bom de vez em quando a gente mostrar como ao longo da carreira já praticou interação direta com Guarani e Ponte Preta.

Se tivesse alardeado o fato, de certo hoje, por alguns segundos, entraria como parte da fantástica história do Guarani transformada em documentário.

Soberbo? Absolutamente. Já disse incontáveis vezes que tomo cachaça em boteco de periferia, relaciono-me com pessoas de todas as classes sociais e frescura é palavra riscada de meu dicionário.