Blog do Ari: Que vitória no Maracanã, hein dona Ponte Preta!
Time foi aplicado na marcação e ganhou do Botafogo
O churrasquinho do torcedor pontepretano será mais saboroso neste domingo, dia para se ‘bebemorar’ a retumbante vitória sobre o Botafogo por 1 a 0, no Estádio do Maracanã, a primeira na história do clube.
O time da Ponte foi guerreiro e obediente taticamente na noite deste sábado. Reconheceu a sua inferioridade técnica diante do adversário e não se envergonhou de jogar como time pequeno que opta por se defender, marcar o adversário como um carrapato.

Deu certo a estratégia por dois motivos: desdobramento dos jogadores pontepretanos e o fato de ter enfrentado um adversário lento, previsível e com o seu maestro Seedorf em má fase.
Pressentindo que seria fortemente marcado, Seedorf optou por buscar a bola em seu campo de defesa, na tentativa de organizar o seu time, mas com pouca mobilidade e errando passes e lançamentos teve performance bem aquém de suas reais possibilidades.
Logo de início o Botafogo partiu para o abafa. Por isso, a Ponte precisou de uns 15 minutos para começar a respirar e tirar um pouco a bola de seu campo defensivo.
Paradoxalmente, mesmo com opção de se defender, foi a Ponte quem mais ameaçou no primeiro tempo. Num espaço de sete minutos, dos 35 aos 42, criou três chances e chegou ao gol na última delas. O lateral-direito Artur sofreu pênalti e o meia Elias converteu.
Até então, a opção de desafogo da Ponte era com o atacante Rildo, que colocava velocidade nos contra-ataques e, na maioria das vezes, acabava barrado com faltas.
Já o outro atacante, Adaílton, que transitava na ponta-direita ao comando do ataque, foi muito mal. Perdeu quase todas as jogadas. Nem deveria ter voltado para o segundo tempo.

MAIS MARCADORES
Raciocinou coerentemente o treinador Jorginho, da Ponte Preta, no transcorrer do segundo tempo.
Mesmo com Elias cansado, o comandante projetou que o jogador pudesse prender bola no ataque e o isolou entre os zagueiros. Com isso sacou Adaílton para a entrada do meia Adrianinho, com objetivo de que ele valorizasse a bola do meio pra frente.
Na prática, Adrianinho quis enfeitar em alguns lances, optando por indesejável calcanhar e perdeu jogadas infantis. Soma-se a favor dele o fato de ter lutado e ajudado na marcação.
Como Elias estava ‘pregadíssimo’ e andava em campo, Jorginho tratou de reforçar ainda mais a malha de marcação ao sacá-lo para a entrada de Fernando Bob, disperso em pelo menos em um lance.
Por fim, outro sangue novo na marcação foi a troca de um volante por outro, com a saída de Alef para a entrada de Magal.
Basicamente a Ponte continuou contando apenas com esporádicos contra-ataques puxados por Rildo durante o segundo tempo, sendo que em dois deles houve abuso de individualismo e finalizações defeituosas. Em ambas as jogadas, o melhor desfecho seria servir companheiros mais bem colocados.
O Botafogo teve infinitamente mais posse de bola, porém faltou criatividade para penetrar na forte marcação pontepretana. Assim, passou a alçar bola na maior parte do tempo em direção da área da Ponte, provavelmente a espera de erro defensivo que não aconteceu.

SACOMAN
É preciso que se reconheça que o zagueiro Diego Sacoman – alvo de sistemáticas críticas nos últimos jogos – teve atuação irreparável. Foi o principal jogador da Ponte nesta maiúscula vitória no Rio de Janeiro, secundado por Artur, atento na marcação e saindo para o apoio apenas quando a circunstância permitia, como no lance em que sofreu o pênalti.
A vitória da Ponte serve para retomada de confiança dos jogadores visando à caminhada de recuperação neste Campeonato Brasileiro.
Se os torcedores já estavam mobilizados para a partida da próxima terça-feira diante do Náutico, em Campinas, agora o interesse será redobrado.





































































































































