Blog do Ari: Que Ponte estará em campo: a do Brasileiro ou da Sul-Americana?
Se a Macaca repetir atuações diante do São Paulo terá mais chances
Chegou a hora de a onça beber água, diria o pontepretano. O ‘bumbo’ velho dele bate descompassadamente, dispara até. Esta final de Copa Sul-Americana diante dos argentinos do Lanús, nesta quarta-feira, é enigmática para o torcedor. O que virá por aí: o time saco de pancadas do Campeonato Brasileiro ou aquele guerreiro da competição internacional?
Se estiver no gramado do Estádio do Pacaembu aquela Ponte Preta ‘vacilona’ da maioria dos jogos da competição nacional, é síndrome do vice à vista.
Se o torcedor assistir aquela Ponte Preta determinada e guerreira das partidas contra Vélez e São Paulo nas quartas e semifinal da Sul-Americana, as chances de comemorações de título aumentam consideravelmente.
A Ponte Preta vista na vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo, no Estádio do Morumbi, técnica e taticamente é melhor de que o Lanús.
Naquele jogo, a marcação da Ponte Preta, a partir do meio de campo, foi implacável e por isso quase não foi dada chance para o Tricolor paulistano criar oportunidades.
Não bastasse isso, a chegada rápida no contra-ataque foi mortal, usando bem o lado esquerdo.
SCHELOTTO
Claro que o treinador Schelotto, do Lanús, estudou detalhadamente esta jogada e não se surpreendam se duplicar a marcação por ali, embora o seu lateral-direito Carlos Araujo tenha o hábito de só sair na ‘boa’.
O fator surpresa do treinador Jorginho Campos, da Ponte, seria deslocar o atacante Rildo para o lado direito do campo, pra jogar em cima do lateral-esquerdo Maxi Velázques, camisa 6, que passou apertado no Paraguai para marcar o meia Romero do Libertad, que jogou em cima dele. Assim, o corredor do lado esquerdo ficaria livre para Uendel aproveitá-lo.
O Lanús deixa um buraco no meio de campo que certamente será bem aproveitado pela Ponte até para dominar a partida.
Por que o buraco? Porque a marcação forte se restringe basicamente aos volantes Somoza e Gonzáles, uma vez que os meias Pasquini ou Ortiz e os ponteiros Lucas Melano e Acosta ou Pereyra Dias voltam apenas para cercar espaços, visto que desarmam pouco.
A compensação do time argentino é que os laterais não desguarnecem a defesa e só avançam de forma calculada. E defendendo assimilam bem a derivação para o meio da área quando a jogada do adversário se transcorre do lado oposto.
MILHO PRA BODE
Reafirmo que se a Ponte repetir o erro do Libertad de alçar bola alta na área do Lanús, das imediações da linha intermediária, vai milho pra bode. Aí, a defesa argentina se encarrega de defender de cabeça tais bolas.
A melhor alternativa é a jogada de fundo de campo. Ficou claro na partida que os argentinos disputaram no Paraguai que a defesa bate cabeça nas bolas cruzadas daquela direção, seja no chão, seja por cima.
O Lanús é um time que ‘pica’ o jogo, até exagera no número de faltas. É preciso saber se o volante Felipe Bastos recalibrou o pé. Depois de surpreender os colombianos do Deportivo Pasto com seu repertório em cobranças de faltas, ficou devendo neste expediente.
Cuidado com o Lanús? Claro. Caso catimbe sobre a escalação do atacante Acosta e ele jogar, o máximo de vigilância é pouco. O reserva Pereyra Dias é mais correria, assim como Lucas Melano – que joga pelo lado direito – rápido, porém sem a devida criatividade.
Preocupação sobre o atacante Santiago? Tecnicamente ele fraco, mas sabe fazer o pivô e tem relativo aproveitamento na bola alta.
O Lanús exagera nas ligações diretas da defesa ao ataque. Teoricamente isso é bom pra Ponte, que pode recuperar a posse de bola e trabalhá-la.
A coluna geralmente não se pauta para apresentação de jogo, mas toda regra tem exceção.
O mínimo deste detalhamento sobre o Lanús deve ser aberto à discussão, principalmente para quem assistiu às partidas dele contra o Libertad.





































































































































