Blog do Ari: Que falta faz ao nosso futebol aquele driblador

Driblador cuja bola ficava grudada aos pés, que tinha bom balanço para se desvencilhar de seu marcador e habilidade para escapar daquele que, incontinenti, surgia na cobertura.

Desarmes limpos, na maioria das vezes, de certo tem muito a ver com trabalho da treinadorzada 'gringa'. Quem não se adapta, dança

Categorias: Colunas

Por: ARIOVALDO IZAC - -, 05/06/2022

52125226350 48bd4d304d c e1654481983314
Palmeiras e Atlético-MG fizeram jogo disputado. Foto: SEP - Oficial

Campinas, SP, 5 (AFI) – Blog do Ari – De certo, analistas de futebol deram nó na língua na tentativa de explicar esquemas táticos dos treinadores estrangeiros Abel Ferreira e Antonio Mohamed (El Turco), respectivamente de Palmeiras e Atlético Mineiro, no empate sem gols da tarde deste domingo, na capital paulista.

Faltaram elogios para o árbitro goiano Wilton Pereira Sampaio, que deu um show de arbitragem, ao deixar o jogo correr e apenas intervir quando necessário.

Prefiro fugir dos tais estrategistas de mídia e cair no lugar comum, questionando o quão melhorou a capacidade de desarme dos jogadores de ambas as equipes, e quantas faltas fazem aqueles dribladores que corriam com a bola grudada aos pés.

Desarmes limpos, na maioria das vezes, de certo tem muito a ver com trabalho da treinadorzada ‘gringa’.

Mesmo com a boleirada se pautando por dribles tradicionais, se o marcador não estiver devidamente condicionado à marcação acaba envolvido.

A postura aprovada dos marcadores de Palmeiras e Galo me fez recuar nas décadas de 70 e 80, quando o saudoso treinador Zé Duarte treinava exaustivamente aqueles incumbidos ao desarme, e  como fazê-lo.

E era bem sucedido na empreitada.

DRIBLADORES

Embora cabem elogios àqueles que com competência souberam ‘roubar’ a bola do adversário, deu pra observar, de ambos os lados, a falta daquele driblador cuja bola ficava grudada aos pés, que tinha bom balanço para se desvencilhar de seu marcador e habilidade para escapar daquele que, incontinenti, surgia na cobertura.

Evidente que não se cobra aqui outros Ronaldinhos Gaúchos e Deners, mas que o futebol brasileiro carece de dribladores mágicos, isso carece.

TITE

Por fim, gostem ou não gostem do treinador Tite, da Seleção Brasileira, claro está que acerta ao não relacionar os atacantes Dudu, do Palmeiras, e Hulk, do Galo mineiro, para o seu grupo.

Inegavelmente são bons jogadores, mas sucumbem diante de marcadores implacáveis.

E quem enfrentou e se deu bem sobre Dudu foi o garoto Rubens, do Atlético, formado na base como meia e adaptado à lateral-esquerda.

Confira também: