Blog do Ari: Quando o Vasco parou de ‘respeitar’ a Ponte Preta ganhou o jogo
Até no aspecto físico o time pontepretano precisa melhorar com novo comando
Até no aspecto físico o time pontepretano precisa melhorar com novo comando
É simples explicar esta derrota da Ponte Preta para o Vasco por 2 a 0, na noite desta quarta-feira em Campinas. No intervalo o técnico vascaíno Adilson Batista e os seus jogadores chegaram à lógica conclusão de que não era preciso aquele excesso de cuidado defensivo. Deduziram que a inoperância ofensiva da Ponte Preta não provocaria risco ao time, e que bastaria o clube carioca arriscar um pouco mais pra ganhar o jogo.
Dito e feito. Quando o Vasco atacou em bloco chegou facilmente à marcação de seus gols e depois tocou a bola para administrar a vantagem, enquanto o time pontepretano entrou em parafuso com aquela situação, só tentou fazer ligação direta, passou a errar quase todas as jogadas, e houve acentuada queda de rendimento físico até de jogadores que já mostraram vitalidade, como o volante Juninho.
RAPHAEL SILVA
Qualquer avaliação sobre o time da Ponte Preta neste jogo da Copa do Brasil passa necessariamente pelo erro crasso de observação de quem seleciona os jogadores para composição do elenco. Quem falou que o zagueiro Rafael Silva tem condições de sequer integrar o elenco pontepretano?
Fraquíssimo. Do razoável primeiro tempo da Ponte, quase que ele coloca tudo a perder com uma tentativa errada de interceptar uma jogada e a bola se ofereceu açucarada para o atacante vascaíno Thalles marcar. Por sorte dos pontepretanos, naquela ocasião, o chute foi para fora.
No segundo gol do Vasco, Rafael Silva compartilhou da cochilada de seus companheiros de defesa. Enfim, enumerar os inúmeros erros dele seria uma coisa extensa. Não dá pra tapar o sol com a peneira.
Curiosamente, o posicionamento extremamente precavido do Vasco durante o primeiro tempo permitiu que a Ponte Preta se soltasse.
Apenas Thalles ficou isolado no ataque. Kleber começou atuando pelo lado esquerdo, bem distante do gol de Roberto, e por ali era absorvido pela marcação, tanto que ainda no primeiro tempo mudou de lado, mas se esbarrou na boa vigilância do volante Alef.
PARRAGA

Sem tempo pra trabalhar o time da Ponte, o técnico interino Jorge Parraga corrigiu erros de posicionamento na base do blá-blá-blá, durante o primeiro tempo.
Para os habituais avanços do lateral-direito Daniel Borges foi programada a cobertura no setor através do volante Juninho, que por sinal revezou nas descidas ao ataque com Daniel.
O problema é Daniel tem passado muito mal a bola e a torcida já perdeu a paciência e o vaiou. A rigor, ele foi diretamente culpado no lance que originou o primeiro gol vascaíno. Ele se descuidou da penetração do lateral-esquerdo Diego Renan às suas costas.
Prático também o posicionamento dos outros dois volantes pontepretanos. Adilson Goiano, que jogou centralizado, foi bem na marcação, enquanto Alef, posicionado pelo lado esquerdo, marcava e passava bem a bola. O erro dele é querer finalizar ou alongar bola, o que não é a sua praia.
O primeiro tempo do meia Adrianinho, explorando basicamente as suas características de lançamento aos atacantes, foi bom. Como a defesa do Vasco marca em linha, deu pra enfiar bola nas costas daqueles beques ‘mais ou menos’. Aí, no segundo tempo, acabou a pouca mobilidade e já não acrescentou mais nada ao time.
EDNO E ALEXANDRO
Outro problema crucial da Ponte é na ofensiva. Sem explosão para o drible, o atacante Edno o evita claramente para não perder a bola. Como o condicionamento físico não é adequado, peca na mobilidade e reflexo. Por isso que perdeu um gol feito no primeiro tempo.
Embora com menor intensidade, o mesmo se aplica ao atacante Alexandro, com o diferencial de que ele depende mais do físico de que a técnica.
Claro que o demitido treinador Dado Cavalcante não observou isso durante o período de recesso de competições no país devido à Copa do Mundo e a Ponte perdeu um tempo precioso de preparação.
Assim, de nada adiantou a Ponte ter criado três chances claras para chegar ao gol no primeiro tempo. Pior, para o torcedor pontepretano, é que o recém contratado atacante Rafael Costa está visivelmente fora de forma.
MAGAL
Pra completar, com a discretíssima atuação do lateral-esquerdo Magal e a inconsistência de Bryan pelo setor, o prudente seria a improvisação de Juninho.
Bem condicionado, ele é uma opção para levar a bola ao ataque. Com a volta de Elton em jogos do Campeonato Brasileiro, a composição de três volantes pode, por ora, ser preenchida com Adilson Goiano.
De certo o novo treinador pontepretano Ricardinho deve ter observado tudo isso e a expectativa é que coloque em prática aquilo que o time precisa.
Claro que fundamentalmente Ricardinho terá que exigir melhora no condicionamento físico de alguns jogadores.





































































































































