BLOG DO ARI: Proposta ‘passa por cima’ do Lanús deu resultado

Título obtido sobre a Ponte Preta foi justíssimo, após vitória por 2 a 0, na cidade de Lanús

O Lanús criou o clima ‘passa por cima’ e não havia outra alternativa à Ponte Preta senão se curvar à realidade e mais uma vez lamentar um vice-campeonato, após derrota por 2 a 0 para os argentinos na noite desta quarta-feira em Lanús.

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O Lanús criou o clima ‘passa por cima’ e não havia outra alternativa à Ponte Preta senão se curvar à realidade e mais uma vez lamentar um vice-campeonato, após derrota por 2 a 0 para os argentinos na noite desta quarta-feira em Lanús.

A torcida empurrou e o Lanús foi pra cima deste o início, ora alçando bola para que o Santiago Silva fizesse a parede, ora usando a velocidade de Ismael Blanco pelo lado direito.

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Como imaginar que em uma decisão de campeonato a Ponte Preta chutasse apenas duas bolas em direção do gol adversário. Uma durante o primeiro tempo, em cobrança de falta de Felipe Basto, resumidamente na única jogada criativa feito por Rildo, ao ser derrubado. E outra numa investida individual de Ferrugem pelo lado direito.

INVENÇÃO
O erro do treinador Jorginho, da Ponte Preta, foi inventar Fernando Bob como substituto de Uendel, quando o mais aconselhável seria a efetivação de Chiquinho pelo setor, reconhecidamente um jogador de mais velocidade e conhece melhor os atalhos do setor.

A opção de Magal para reforçar a marcação não foi válida. Ele ficou basicamente reforçando a marcação de Artur pelo lado direito, permitindo, com isso, avanços do lateral-esquerdo Velásquez.
E com Bob na lateral o time perdeu a fluência no meio de campo porque ele tem bom passe e ajuda dinamizar o meio de campo.

Afora este erro estratégico, metade do time da Ponte literalmente não jogou. Se alguns até justificaram o esforço, mesmo mal tecnicamente, como o atacante Leonardo, outros como Rildo parecem sequer ter entrado em campo.

E desta vez nem foi necessária dupla vigilância sobre ele. O lateral-direito Carlos Araujo não só tratou de ganhar o duelo individual como ainda se arriscou ao ataque, porém desprovido de técnica para jogadas mais audaciosas.

O recomendável – já havia sido dito na partida anterior entre ambos – era o aproveitamento de Rildo pelo lado direito e isso só foi cogitado por alguns minutos do segundo tempo.
O meia Elias estava apagadíssimo e sequer deveria ter voltado para o segundo tempo, enquanto o volante Felipe Bastos pelo menos se esforçou, atuando mais na marcação.

No segundo tempo a Ponte tentou sair mais pro jogo, mas aí encontrou um Lanús com boa proposta defensiva e claro objetivo de buscar o contra-ataque.

No frigir os ovos ficou barato para a Ponte a derrota por apenas dois. Não fossem defesas difíceis praticadas pelo goleiro Roberto em cabeçada de Santiago e chute rasteiro, no canto, de Gonzáles, o placar seria mais dilatado.

REFORMULAÇÃO

Agora que o ano acabou para a Ponte, a diretoria deveria iniciar imediatamente uma reformulação que implique em substituição geral do departamento de futebol.

Fisicamente, o Lanús correu o dobro em relação à Ponte. Estes treininhos de vez em quando precisam estar com os dias contados no clube, assim como deveria haver troca na gerência de futebol e varrição geral na comissão técnica.

Se o projeto de arrumar a casa for levado a cabo, do elenco só deveriam ficar Roberto, Daniel, Uendel, Baraka, Fernando Bob, Felipe Bastos, Rildo, William, Ferrugem e Ratão.