Blog do Ari: Por que atacantes perdem gols incríveis e não são cobrados?
Diego Tardelli, Fernandinho e Guerreiro desperdiçaram chances no jogo entre Timão e Galo
Na contramão dos analistas de mirabolantes esquemas táticos, meu foco para o empate sem gols entre Atlético Mineiro e Corinthians, em Uberlândia, neste domingo, fixa-se nas incríveis oportunidades desperdiçadas no segundo tempo por boleiros de ambas equipes.
Se um goleiro falha é crucificado. Se zagueiros e laterais dão bobeira são ‘malhados’. Na cultura do futebol gols perdidos por atacantes são encarados com incrível naturalidade. Não deviam, mas são.
Neste duelo de alvinegros no interior de Minas Gerais o atacante Fernandinho fez uma bela jogada pessoal e colocou seu companheiro Diego Tardelli na cara do gol.
E o que aconteceu? Nem o gol ele acertou. Livrinho, e de frente para o goleiro Cássio, conseguiu o mais difícil: chutar a bola pra fora.
Em outra jogada nas costas da zaga corintiana, desta vez foi Fernandinho quem ficou na cara do gol, e bastava em leve toque para completar a jogada. Preferiu driblar o goleiro corintiano Cássio e foi desarmado, em outro incrível gol perdido.
GUERRERO
Claro que o Timão também teve a sua chance de ouro. O meia-atacante Romarinho recebeu lançamento em posição de impedimento, o bandeirinha nada marcou, e aí o atacante Guerrero foi servido de bandeja pra só empurrar a bola pra rede. Tá certo que o lance foi rápido, mas incrivelmente o atacante corintiano chutou a bola nos pés do goleiro Victor do Galo.
Este clássico das multidões foi mais um exemplo de que a cobrança sobre eficiência de atacantes é desproporcional em relação a goleiros e defensores.
E justamente por não serem cobrados como se devia que perdem gols incríveis como aqueles deste domingo e fica tudo por isso mesmo. Certamente os três perdedores dos citados gols não serão incomodados por isso e a vida segue.
Até quando?





































































































































