Blog do Ari: Ponte repete erros costumeiros e fica no empate com o Icasa

Eis aí a chance para que o treinador Dado Cavalcanti comece corrigi-lo

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O boa noite desta Sexta-feira Santa vai para o diretor de futebol da Ponte Preta Hélio Kazuo, que agiu bem ao dispensar recentemente o supervisor Marcus Vinícius.

Kazuo, ao longo do Campeonato Paulista foram enumerados aqui defeitos do time pontepretano cujas correções pelo menos poderiam ter sido tentadas, mas isso claramente não ocorreu.

Claro que você assumiu o comando do departamento de futebol dias atrás e quem deveria cobrar as correções do treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, desligado do clube recentemente, não cobrou.

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O gol sofrido pela Ponte Preta no empate por 1 a 1 contra o Icasa, na noite deste sábado, na largada da Série B do Campeonato Brasileiro, foi mais um daqueles filmes visto e revisto no Paulistão: zagueiros marcando a bola e deixando o(s) adversário(s) livre(s).

Reveja o lance, caro Kazuo, e observe que no cruzamento vindo da direita, dois jogadores do Icasa estavam livres: Bruno Nunes e Felipe Klein. E por que isso? Porque os zagueiros da Ponte marcam a bola e não o adversário.

Aquelas bolas desnecessariamente alongadas pelo zagueiro Cesar, a chamada ligação direta, não deram em nada no Paulistão, mas isso foi ignorado pela comissão técnica anterior porque o jogador incide no vício ou erro. Outro filme visto e revisto sem a devida correção nesta sexta-feira. Fique de olho, Kazuo.

A lentidão na saída da Ponte propicia chance total de o adversário se recompor. Este negócio de se tocar a bola sem objetividade na zona morta do campo, em determinado momento até irritou o torcedor pontepretano que vaiou o time e cobrou pressão sobre o adversário.

Tá certo que o treinador Dado Cavalcanti está chegando agora e num primeiro momento não pode ser cobrado, mas convenhamos que sabendo-se da proposta do Icasa de jogar fechadinho, claro estava que seria desnecessário escalar o time com três volantes, tanto que um deles teve que ser sacado no intervalo, caso de Adilson Goiano.

A rigor, além da entrada de Léo Citadini no lugar de Adílson Goiano, o treinador pontepretano já poderia ter sacado no intervalo o improdutivo lateral-direito Neílson, extremamente tímido no apoio. E quando ele se soltou no segundo tempo não acrescentou absolutamente nada ao time. Portanto, não seria um risco e sim ousadia ter apostado em Rossi por ali após o intervalo, mesmo não sendo lateral.

Convenhamos, também, que mesmo sem fazer uma boa partida, o meia Adrianinho não destoava e circunstancialmente até poderia ter permanecido em campo.

Afora isso tem-se que ressaltar a valentia do time pontepretano. Se faltou qualidade e organização, sobrou disposição. Pela persistência ofensiva da equipe, pelo menos duas boas chances foram criadas, basicamente fruto de falhas defensivas do Icasa. Uma delas o goleiro Dionantan praticou boa defesa num chute de Rossi e em outra o meia-atacante Antonio Flávio, livre, acertou a trave ao testar a bola. Portanto, isso já um indício favorável.

PUGLIESE

Sejamos justos igualmente no reconhecimento do trabalho do treinador Tarcísio Pugliese do Icasa ao longo da partida.

Admitindo a inferioridade técnica de sua equipe, montou um forte esquema defensivo e habilmente soube priorizar contra-ataques pelo lado esquerdo defensivo da Ponte, nas costas do lateral Magal, e com fragilidade de cobertura do volante Fernando Bob.

O lance do gol do Icasa nasceu por ali. E na sequência, numa repetição da jogada, o placar só não foi ampliado porque o goleiro Roberto, da Ponte, praticou boa defesa.

Tarcísio também percebeu que o seu ataque não segurava a bola no segundo tempo e tratou de colocar em campo o rápido jogador Ricardinho. A sábia providência implicou em risco à Ponte, que poderia ter sofrido o segundo gol no final da partida.

Por fim, Kazuo, comece a observar erros do passado e não corrigidos por Vadão, a fim de que isso ocorra agora com o professor Dado Cavalcanti.