Blog do Ari: Ponte Preta, um time de muitos pequenos erros

Treinador Dado Cavalcanti tem procurado melhores alternativas para o time

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Todo cenário para comentários pós-jogo geralmente gira em torno do resultado. Ganhou, classificou, a tônica é uma; empatou, perdeu, está eliminado, o modelo é outro. Aqui as coisas são ditas sem rodeio. Defeitos e virtudes são evidenciados num debate aberto visando sempre à construção.

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No caso específico da classificação da Ponte Preta nos pênaltis, na partida diante do Paraná pela Copa do Brasil, ressalta-se o excelente aproveitamento do time pontepretano nas cobranças, com acerto das oito, algo que foge a normalidade comparativamente à outras equipes em decisões similares.

Portanto, mesmo sem mostrar um futebol convincente, a Ponte mereceu a classificação na noite desta terça-feira no Estádio Moisés Lucarelli, no empate por 1 a 1 no tempo normal, e vitória por 8 a 7 na definição através dos pênaltis.

Se há um aspecto que o torcedor pontepretano não pode se queixar é a dedicação dos jogadores em busca do resultado positivo. Afora isso, muita coisa há de ser feita para que a Ponte de fato ganhe cara de quem vai postular vaga de acesso à Série A do Campeonato Brasileiro.

PEQUENOS ERROS

Defino o momento da Ponte Preta como um time de muitos pequenos erros. A rigor, a frase, adaptada à situação do finado jornal Diário do Povo de Campinas, foi dita pelo amigo jornalista Jacir há mais de 25 anos em mesa de bar.

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E justiça seja feita: o treinador pontepretano Dado Cavalcanti tem buscado fórmula de ajustes de seu time e ainda não conseguiu encontrá-la.

Foi válida a iniciativa de se dar camisa de titular para o meia Léo Citadini, cuja produção foi aquém do projetado, porém levemente superior àquilo que Adrianinho vinha produzindo.

Coerente igualmente a troca de Citadini por Rodolfo no segundo tempo do jogo com o Paraná, quando estava claro que faltava organização ao time pontepretano. Adiantou? Claro que não, mas convenhamos que o treinador não pecou por omissão.

O processo de correção dos muitos pequenos erros deveria começar com ensaios consecutivos para que o goleiro Roberto não ‘quebre’ a bola quando é clara a opção de sair jogando.

Aí passa pelos homens de defesa que fazem a tal ligação direta ao ataque, a típica jogada em que o adversário fica com a bola, vem tocando, e provoca desgaste dos jogadores pontepretanos ao correrem na tentativa de desarme.

Claro que o tempo ainda permitirá que Dado Cavalcanti explore melhor as descidas dos laterais com jogadas combinadas pelo setor.

ALEF

É válida uma conversa separada com o volante Alef, que entrou bem na partida contra o Paraná na marcação. O problema é que ele quer conduzir a bola, alongar passes e até finalizar ao gol adversário. Não é praia dele e o erro aparece.

Aí alguém precisa parafrasear o falecido meia Bazzini, da Ferroviária, que falava para o ex-volante e ex-preparador físico Bebeto de Oliveira que bastaria correr que o meia pensaria o jogo.

Outra conversinha separada também seria recomendável com o atacante Edno. E com cobrança mais acintosa, na base do ‘como é que é?’

A Ponte está num processo de ajuste e cada ganho a rodada a rodada será importante. Por isso, as oscilações serão inevitáveis e terá que haver compreensão do torcedor.

Assim, mesmo não convencendo, cabe ao time ter foco para errar o mínimo possível defensivamente e esperar que a equipe faça pelo menos um gol por jogo.