Blog do Ari: Ponte Preta está mudando de cara. Pra melhor
Avaliação até a lesão do volante Fernando Bob foi extremamente positiva
Qualquer avaliação sobre a primeira vitória da Ponte Preta no Campeonato Brasileiro da Série B, na tarde deste sábado diante do ABC, em Campinas, passa necessariamente por antes e depois da grave lesão do volante pontepretano Fernando Bob, no começo do segundo tempo.
A situação em que o jogador foi retirado do gramado do Estádio Moisés Lucarelli, de ambulância, direto para a Santa Casa de Valinhos, por causa de forte torção no tornozelo, causou perplexidade nos companheiros que, abatidos, não tiveram o mesmo rendimento até então.
Surpreendentemente a Ponte Preta começou muito bem na partida, envolvendo totalmente o adversário. A bola era bem trabalhada no campo ofensivo e, quando perdida nas imediações da área adversária, a recuperação era rápida. Contribuía para isso o posicionamento bem compactado da equipe, que não dava a mínima chance ao ABC para que se organizasse.
Assim, o gol era uma questão de tempo e saiu numa jogada bem trabalhada pela direita, culminando com cruzamento do fundo através do lateral Daniel Borges e um belo voleio do atacante Alexandro.

BRYAN
Embora flagrantemente superior ao ABC, não se pode afirmar que todos jogadores pontepretanos estavam no mesmo patamar. O atacante Edno continua devendo melhor rendimento. O meia Rodolfo teve apenas lampejos, embora mostrasse eficiência na marcação. O estreante lateral-esquerdo Bryan não entrou bem. E Juninho, que dava conta do recado improvisado por ali, teve decréscimo de rendimento ao ser deslocado à cabeça da área.
Desta vez a ‘cornetada’ de torcedores ao futebol do zagueiro César não procede. Houve sim falha no lance que resultou no escanteio e consequentemente no gol de empate do ABC, mas no geral o atleta simplificou. Corrigiu o defeito de alongar bola desnecessariamente e o posicionamento também foi adequado.
De positivo, ressalta-se ainda a produtividade ofensiva aceitável de Daniel Borges, a atuação sem retoque do zagueiro Diego Sacoman, a eficiência do atacante Alexandro do jeito raçudo que o pontepretano cobra, e a movimentação do meia Léo Citadini, embora tenha absorvido defeito do ex-meio-campista Zinho de fazer um giro sobre a bola, fato que resultou no apelido de Zinho ‘enceradeira’.
Aí veio a contusão de Bob e o apagão geral do time. Foi aí que o encurralado ABC achou espaço para tentar jogar, sem que isso implicasse em situação desconfortável ao time pontepretano.
O gol de empate do ABC só surgiu por causa de desatenção do atacante pontepretano Alexandro que não acompanhou devidamente o zagueiro Samuel no lance, após cobrança de escanteio.
Certamente a vitória servirá para restabelecer a confiança ao time da Ponte Preta, cuja tendência é de crescimento.
Cabe, também, reconhecimento ao trabalho do treinador da Ponte Dado Cavalcanti, que busca alternativas no elenco para ganho de qualidade do conjunto. Ficou evidente ainda que ele mostra-se atento às deficiências de seus jogadores e procura colocar em prática as devidas correções.





































































































































