Blog do Ari: Ponte precisa apertar o cinto das finanças e aprender a valorizar gastos
Salários dos jogadores começam a ser pagos
O portal da casa informa que salários do mês de março do elenco pontepretano serão quitados até nesta sexta-feira. Ótimo. Boleiros têm compromissos pessoais e com a família. Logo, precisam de tranqüilidade pra desenvolver o trabalho.
Convenhamos, entretanto, que no futebol atraso de dois meses de salário está rigorosamente dentro da normalidade para jogador nestes tempos bicudos.
É sabido que a receita da Ponte Preta pelos direitos de transmissão de jogos pela TV, neste Campeonato Brasileiro da Série B, caiu drasticamente. Assim sendo, é hora de apertar o cinto nas finanças. Dançar conforma a música.
DESINCHAR ELENCO
Dá para desinchar um pouquinho o elenco pontepretano, até porque está claro que alguns jogadores integram um time paralelo no clube: CBD (come, bebe e dorme). E nem é preciso dar nomes aos bois.
Pode-se recorrer ao antigo bordão ‘de uns tempos a esta parte’ pra lembrar o exagero de profissionais em comissões técnicas na Ponte e clubes por aí.
No meu tempo de repórter a coisa funcionava na base do treinador, um auxiliar técnico, um preparador físico com seu auxiliar, e o preparador de goleiros. E ‘Zé Fini’. E a coisa funcionava bem.
O apertar de cinto deve atingir outros departamentos do clube ligados diretamente ao futebol.
Um exemplo: no meu tempo de repórter não havia jornalista prestando serviços em clubes, assessoria de imprensa, ou coisa parecida. E nem por isso havia perda de informação de veículos de comunicação.
Cá pra nós: um jornalista cumprindo regiamente a carga horária da categoria está de bom tamanho pra prestação de serviço. E isso cabe igualmente ao Guarani, cuja situação financeira é pior ainda.
ESTATÍSTICA
A Ponte tem um departamento de estatística com profissionais remunerados, naturalmente. Pra que isso?
Futebol não é ciências exatas pra medição sobre acertos e erros de passes, finalizações, etc.
Deficiências no elenco saltam aos olhos e basta comissões técnicas procederem as devidas correções.
Assim, dá pra cortar uma gordurinha aqui e outra acolá, como fazem empresas privadas que continuamente enxugam seus quadros.
Ao longo de minha carreira jornalística sempre trabalhei em veículos de comunicação que apertavam o cinto pra valer. Na maioria das vezes um profissional exercia a função de dois, e companheiros da velha guardas estão aí para o devido testemunho.
Um dia, quem sabe, futebol será administrado como se administra uma empresa privada. Assim, cada centavo é levado em conta como manda o figurino.





































































































































