Blog do Ari: Ponte joga mal e tem sorte de escapar da derrota em casa
Velez perdeu oportunidades claras para vencer. O empate sem gols, no final, foi até bom para a Ponte
Nenhum treinador no futebol brasileiro repetiu tanto ao longo da carreira, como Jair Picerni, o bordão de que ‘futebol é resultado’. E o jogo entre Ponte Preta e Velez Sarsfield da Argentina, na noite desta quinta-feira em Campinas, foi o mais puro reflexo disso.
Como terminou empatado sem gols, o futebol extremamente pobre da Ponte Preta foi desculpado pela torcida. Se o Velez aproveitasse duas das três cristalinas oportunidades para marcar, aí certamente os fatos seriam devidamente evidenciados.

A verdade nua e crua é que a Ponte Preta jogou mal em todos segmentos. Passou a partida inteira sem assustar a meta do Velez.
Ah, o chute do atacante Leonardo no primeiro tempo? Foi em cima do goleirão Sebastián Sosa. Se ele não pega seria falha.
Um chute cruzado do mesmo Leonardo no segundo tempo foi tudo que a Ponte fez ofensivamente naquele período. Muito pouco pra quem precisava sair com vitória nesta partida em casa pelas quartas-de-final da Copa Sul-Americana, considerando-se as costumeiras dificuldades pra se jogar na Argentina.
RATÃO
Eis a questão: por que o treinador Jorginho demorou tanto para sacar o atacante Ratão, que fez seguramente a sua pior partida no time principal da Ponte? E estas naturais oscilações do jovem atleta se encaixam bem com a sacada de seu comandante. “Ele não é Ratão. Por ora apenas um camundongo que vai crescer”.
Pelo menos Adaílton, que o substituiu, teve mais impetuosidade.

No meio de campo da Ponte, apenas Baraka correspondeu no seu velho estilo de marcação e errando passes como de costume. Felipe Bastos, Chiquinho e Fernando Bob tiveram apenas o mérito de se esforçar bastante. E o meia Adrianinho, que entrou aos 18 minutos do segundo tempo, foi tão mal quanto os seus companheiros de setor.
Com este flagrante descompasso do meio de campo e ataque, era natural que a defesa pontepretana fosse sobrecarregada e, consequentemente, as falhas seriam inevitáveis.
Se no primeiro tempo o Velez se caracterizou apenas pela maior posse de bola, no outro período ficou claro que poderia liquidar a partida se Lucas Pratto não perdesse dois gols feitos, um deles sozinho, quase na pequena área, de cabeça, assim como Ariel Cabral já havia perdido.
TOQUES CURTOS
O futebol do Velez não foge do velho estilo argentino de aproximação de jogadores e toques curtos, de forma que o time possa evoluir naturalmente.
De fato a bola é bem trabalhada até as proximidades da área adversária. Aí, como falta velocidade nas jogadas, o time argentino facilita a recomposição do adversário.
Pela conjuntura da partida e o risco claro de derrota, o empate sem gols caiu do céu para a Ponte Preta.





































































































































