Blog do Ari: Ponte escapa de goleada e erros são encobertos

Até displicência foi notada na derrota de 1 a 0 para o são Paulo

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O Departamento de Futebol da Ponte Preta está tão largado, mas tão largado que o reflexo disso foi a apatia do atacante Rildo em campo, perdendo a bola até com certa displicência em campo contra o São Paulo. E olha que ele entrou aos nove minutos do segundo tempo.

Alguém acompanhou a evolução física do jogador após a contusão? Este e um punhado de outros fatores foram resultantes de mais um tropeço da Macaca no Campeonato Brasileiro por 1 a 0, na noite desta quinta-feira, no Estádio do Morumbi, para o tricolor paulistano.

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Diante do clima de derrotismo que tomou conta da Ponte Preta, está claro que só um choque de gestão no futebol – com a chegada de um dirigente ou supervisor com forte influência no elenco – pode implicar numa reversão da temerária situação quanto ao rebaixamento.

E não adianta mexer no treinador, apesar de Jorginho também errar em escalações e substituições. Jorginho errou ao escalar dois volantes só pegadores – casos de Baraka e Magal – e superestimar a capacidade deste só razoável time do São Paulo.

Por isso a Ponte ficou atrás só tomando sufoco do adversário durante todo primeiro tempo. E com isso escapou de sofrer goleada ainda naquele período.

Se o São Paulo aproveitasse metade das chances de gols perdidas, seria o maior barulho nesta sexta-feira na coletividade pontepretana. O resultado magro encobre outras coisas.

ESPAÇOS EXAGERADOS

E não pensem que o São Paulo melhorou da água pro vinho para criar ‘centas’ oportunidades de gols no primeiro tempo. Foi a Ponte que deu mole. Deu espaços exagerados no meio de campo e falhou na marcação pelo lado direito de sua defesa, com Artur e César sobrecarregando o trabalho do zagueiro Ferron.

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Ainda bem, para a Ponte, que o goleiro Roberto se encarregou de praticar duas defesas em finalizações de Luís Fabiano e em cabeçada do zagueiro Antonio Carlos.

Como a Ponte falhava, estava escrito nas estrelas que uma hora confessaria. E no início do segundo tempo o atabalhoado César saiu pra dar combate fora da área e deixou a incumbência para o volante Baraka fazer o papel de zagueiro, na marcação ao atacante Luís Fabiano, no lance do gol.

Além de deficiência na marcação, a Ponte não organizava nada ofensivamente. Primeiro que a defesa rifava a bola e a entregava ao adversário. Depois, nem Adrianinho conseguia criar algumas coisa, apesar do empenho. E Felipe Bastos se movimentou muito pouco. Nem criou, nem marcou, o que já justificaria ter sido substituído no intervalo, mas ficou.

Outro que nem deveria ter voltado para o segundo tempo foi Chiquinho, que não abasteceu o atacante William, deixando-o isolado.

Na metade do segundo tempo, percebendo que a Ponte resolveu sair da toca, o São Paulo optou por administrar o resultado e jogar no contra-ataque.

Assim, dando ‘refresco’ para que a Ponte pudesse trabalhar a bola, poderia ter sofrido conseqüência trágica se o adversário fosse mais qualificado.

A Ponte só rondou a meta do goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, nos minutos finais, sem contudo exigir dele uma só defesa difícil.