Blog do Ari: Ponte desperdiça chance de vencer um Fluminense em frangalhos

Era jogo pra trazer bem mais do que o empate no Rio de Janeiro

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Sabiamente o comentarista esportivo Carlos Eduardo de Freitas, da Rádio Central de Campinas, fez críticas veladas à produção do atacante William, da Ponte Preta, na partida diante do Coritiba, e fui informado que o jogador torceu o nariz e alardeou pelos corredores do Estádio Moisés Lucarelli que pra criticar boleiros “estes caras (referência a cronistas) têm que ter jogado futebol”.

O amigo Carlos de Freitas, o Carlão, joga futebol na várzea até hoje e eu sou um sexagenário que desde os 11 anos de idade, na categoria infantil, disputo campeonatos amadores.

Por que este preâmbulo? Da dizer que justamente por ter vivenciado situação semelhante ao zagueiro Diego Sacoman, na infelicidade do gol de empate do Fluminense, faço questão de inocentá-lo.

Prezado William, quem joga bola sabe perfeitamente que naquele cruzamento do jogador Marcos Júnior, do Fluminense, vindo da direita, a responsabilidade de interceptar a bola era totalmente do goleiro Roberto. E depois que ela passou pelo goleiro e por um jogador do time carioca, repentinamente caiu em cima de Sacoman, na corrida, sem tempo para interceptá-la, tanto que bateu no pé dele e entrou para o gol.

Zagueiros varzeanos estão aí pra me ajudar a desenvolver o mesmo raciocínio. Num lance típico como este, William, cabe opinião conceitual de quem jogou ou joga bola, seja amador ou profissionalmente.

Afora esta situação, quem não jogou e tem facilidade para assimilar o ‘riscado’, pode perfeitamente opinar, caro William.

JOGO PRA VENCER

Que chance de ouro que a Ponte desperdiçou de somar três pontos e dar um salto legal na tentativa de fugir do rebaixamento!

Sabe-se lá quando a Ponte Preta terá oportunidade de enfrentar um Fluminense tão desfigurado como neste sábado, no Estádio do Maracanã.

Não bastasse o fraco desempenho técnico, o time carioca está sem alma. Toca a bola lentamente e é totalmente previsível, facilitando a marcação adversária.

Isso ficou claro durante o segundo tempo, quando ele se atirou mais ao ataque e a Ponte soube fechar bem eventuais brechas de penetração.

Se o treinador Jorginho não tivesse demorado para sacar o inoperante meia Elias para colocar o lúcido Adrianinho, a bola nem rondaria tanto a área pontepretana naquele período.

Adrianinho soube valorizar a posse de bola e deu sustentação à peça ofensiva da Ponte, principalmente após a entrada de Rafael Ratão, que atuou como autêntico meia-atacante partindo com a bola dominada.

Assim, quando a Ponte passou a ‘respirar’ em campo após a entrada de Adrianinho, chegou ao gol através de Ratão, numa finalização de fora da área.

O recomendável àquela altura era a Ponte colocar mais um jogador descansado e de marcação no meio de campo, em vez da troca de Rildo por William.

1º TEMPO MORNO

Se o segundo tempo foi marcado pelas alternativas descritas, o primeiro tempo foi morno com uma chance para cada lado.

A Ponte até que começou melhor, com marcação adiantada, mas não havia sequência de jogadas ofensivas. O atacante Leonardo estava muito mal.

O Fluminense terminou a fase de forma equilibrada. Percebeu que poderia explorar o setor direito da defesa pontepretana em cima do fraco lateral Régis, e por ali criou algumas jogadas.

No geral, tem-se que realçar a aplicação tática e valentia do time pontepretano. Mesmo com algumas limitações, se tivesse atingido este estágio antes, evitaria tropeços inadmissíveis contra equipes do mesmo nível.

O problema é que na sequência a Ponte precisará somar pontos contra adversários teoricamente mais fortes. Por isso não deveria ter desperdiçado a chance de ganhar este jogo do Fluminense.