Blog do Ari: Pobre Guarani, virou um brinquedinho; e ninguém liga
Ainda há tempo de sacudirem a roseira e eliminar risco de rebaixamento
Vem aí o comentário do empate do Guarani contra o Madureira
O Guarani se transformou num brinquedinho de criança peralta com hábito de quebrar tudo que vê pela frente. Passou a ser aquela casa em que falta pão, todo mundo grita e todo mundo tem razão.
Por considerar-se inatingível o seu treinador Evaristo Piza já projeta quais as mudanças devem ser feitas na equipe para a próxima partida diante do Macaé, quando a ordem natural das coisas era dar entrevista de despedida após empate sem gols com o Madureira no Rio de Janeiro, na tarde deste sábado.
A desastrosa campanha do Guarani na Série C do Campeonato Brasileiro seria o indicativo lógico para qualquer treinador consciente humildemente jogar a tolha, naturalmente com pedido de desculpa à torcida bugrina por ter não conseguido fazer este time andar.
Todavia, o egocentrismo não permite que tenha esta louvável posição, até porque é sabido que os omissos dirigentes não têm coragem de demiti-lo. Por sinal, entregaram a chave do clube para o coordenador de futebol Sérgio do Prado, que já assegurou a permanência do treinador, e acrescentou que o trabalho da comissão técnica é bom.
Ah como o ex-presidente bugrino Ricardo Chuffi deve estar se remoendo no túmulo com tamanha bobagem, justamente ele que idealizou o time campeão brasileiro de 1978.
BABA
Gente, esta Série C do Campeonato Brasileiro é uma ‘baba’. Qualquer time ‘meio quilo’, mas bem treinado, tem amplas possibilidades de acesso.
Como não há sequer um homem da bola na diretoria bugrina, o treinador inventa de improvisar volantes de laterais com um blá-blá-blá de que precisa reforçar a bola área defensiva e todos dizem amém.
O treinador projetou que o Madureira apenas alçaria bola contra a sua área, pelo fato de o gramado ter dimensões reduzidas, mas na prática o que se viu foi o Madureira – apesar das limitações – tentar colocar a bola no chão.
Sobre o deslocamento do volante Mineiro à lateral-direita não há objeção, até porque igual a Oliveira não é difícil encontrar na várzea campineira.
Ao escalar o lateral-esquerdo Pedro Henrique avançado para receber a bola, eis aí outro equívoco de quem quer inventar e inventa mal.
Pedro Henrique é um ala de explosão que precisa arrancar com a bola, diferentemente de receber o passe adiantado e ficar indeciso diante da marcação adversária. Isso resultou no tempo suficiente para o que o adversário se recompusesse.
RENAN MOTTA
O posicionamento do meia Renan Motta rente a linha lateral, como ponteiro-esquerdo à moda antiga, foi outro equívoco. A produção dele foi baixíssima e isso resultou na natural substituição.
A teimosia do treinador em escalar um meia sem mobilidade e facilmente marcável, como Fumagalli, nem se fala. O meia se vale exclusivamente da bola parada, e até nisso o aproveitamento é questionável.
Fumagalli está fazendo hora-extra como jogador de futebol e só não vê isso quem não quer, ou ainda idolatra um ídolo do passado que decidia partidas. Olha a colocação do verbo no passado: decidia.
E por que o atacante Silas não tem jogado absolutamente nada? Por que tem se irritado e cometido faltas desnecessárias resultando em cartão amarelo?
Acaso? Claro que não. É reflexo de um time mal treinado, jogadas mal preparadas para o atacante, e apenas os míopes não conseguem ver isso.
Acrescente as estas observações técnicas a má distribuição tática do time em campo, com dissociação de compartimentos.
Você tem dúvida disso? Peça a quem eventualmente tenha o vídeo deste jogo e observe que o time bugrino chegou atrasado na maioria das jogadas. Igualmente não conseguiu trocar quatro ou cinto passes seguidos e abusou basicamente da ligação direta da defesa.
CAMPO DURO
Tá certo que aquele gramado duro não ajudou, mas não queira apenas culpá-lo. Quem tem que culpar de gramado ruim é boleiro que sabe jogar, que tem intimidade com a bola.
Por tudo isso, caro e omisso torcedor bugrino, exerça pelo menos o seu direito de se indignar. Os tópicos que elenquei são mais de que suficientes para a demissão imediata do treinador Evaristo Piza, sob risco de o Guarani se enfiar num atoleiro que não tenha mais volta, que é o rebaixamento.
Se questões contratuais ou multas travam a demissão do treinador, que o coloquem como auxiliar técnico e tragam alguém com a necessária experiência para coordenar este time no campo e psicologicamente.
Ah, pra arrematar, cabe lembrar que o time bugrino chutou apenas uma bola ao gol adversário, do ‘meio da rua’, através de Ramos, e goleiro Jonathan praticou boa defesa.





































































































































