Blog do Ari: Perda de titulares enfraqueceu ainda mais a Ponte Preta em Sorocaba

Elenco precisa ser mexido para o Campeonato Brasileiro da Série B

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Perplexo, o torcedor pontepretano questiona: como pode o time perder para o então lanterna Atlético Sorocaba por 1 a 0, mesmo na casa do adversário na noite deste sábado, pelo Campeonato Paulista?

Uma série de fatores implicou nisso e tenha paciência porque vou elencá-los. Diferentemente do Ituano que tem um time arrumado, o Atlético Sorocaba é só coração e muita limitação. É, de fato, sério candidato ao rebaixamento.

Quanto a Ponte, a primeira avaliação é sobre a morosidade no toque de bola até chegar ao ataque. Com isso, o tempo é mais do que suficiente para que o adversário se recomponha.

E mais: quem confere dados estatísticos da Ponte de certo vai apontar que foi o jogo em que o time mais recuou bola.

Num elenco com claras limitações técnicas, a perda dos titulares Roberto, Ferrugem e Fernando Bob, neste sábado, contribui decisivamente para queda de rendimento do time.

Com a suspensão de Bob, faltou o dinamizador do meio de campo. Com boa visão de jogo, ele sabe fazer os laterais jogarem.

ALEF

Há tempos o volante Alef tem errado demais com a bola nos pés e Bruno Silva jogou mais preocupado na marcação durante todo primeiro tempo.

Assim, o time teria duas opções para fazer a bola chegar ao ataque com qualidade: esperar que o meia Adrianinho – que não justifica a escalação no time desde novembro passado – melhorasse de rendimento ou que os laterais soubessem levá-la.

Pois Adrianinho continua não jogando absolutamente nada e paradoxalmente participa de cobranças de todos escanteios e faltas. O futebol dele se limita basicamente a lançamentos, e tem errado muito.

Já os laterais falharam bastante. O garoto Junio foi escalado no lado direito por exclusão no setor. E o medo de errar fez dele um jogador discretíssimo. Pegava a bola e a tocava lateralmente para quem estivesse mais próximo.

E na lateral-esquerda um equívoco do treinador Osvaldo Alvarez, o Vadão, com a insistência em manter Magal no time.

Assim, o setor fica vulnerável na marcação e ofensivamente ele não tem acrescentado nada. Apenas uma jogada lúcida ao longo da partida.

Por isso, não seria recomendável a estréia do lateral Carleto? Digamos que, em última análise, ele deveria ter entrado na equipe durante o segundo tempo contra o Atlético de Sorocaba.

Ora, sem jogadas pelos lados do campo e sem meio-campistas para criarem, a Ponte passou todo primeiro tempo com inúteis tentativas dos atacantes Silvinho e Ademir em jogadas pessoais, visto que sequer havia aproximação de companheiros para jogadas coletivas. E neste expediente eles foram anulados.

Claro que esta feição do time da Ponte Preta lembrou os tempos do treinador Sidney Moraes. Assim, sem que a bola chegasse qualificada ao ataque, Alemão sumiu. E teimosamente ele optou pelo recuo na tentativa de buscá-la, porém em vão. Como os demais companheiros de ataque, ele estava mal no jogo. A substituição dele foi correta.

Não bastasse tudo isso, a ausência do goleiro Roberto foi sentida no lance do gol do Atlético Sorocaba, no final do primeiro tempo. O jogador Marcinho pegou bem na bola, mas de longa distância. Era lance típico para o goleiro Daniel correr na bola e não arriscar o salto, como ensinada o finado preparador de goleiros Dimas Monteiro. Portanto falha de Daniel, em lance que não pode se interpretado como frango.

PRESSÃO

O limitado time de Sorocaba, que havia corrido bastante durante o primeiro tempo, optou por se resguardar no segundo tempo, com intuito de sustentar a vantagem.

A Ponte soube ocupar os espaços deixados pelo adversário para pressionar, porém sem criatividade para penetrar em um esquema fechado.

Assim, ficou alçando bola sucessivamente e os defensores do Atlético Sorocaba se encarregaram de devolvê-la.

Foi tão infrutífera a pressão da Ponte a ponto de o goleiro Deola, do Atlético, não ser obrigado a praticar uma defesa difícil sequer.

LABORATÓRIO

A conclusão que se pode tirar, na metade deste Campeonato Paulista, é que o treinador Osvaldo Alvarez observe criteriosamente aqueles jogadores que têm condições de integrar o elenco pontepretano para o Campeonato Brasileiro da Série B.

Está claro a necessidade da contratação de um meia com versatilidade para se infiltrar na área adversária e ser mais participativo. Pelo menos mais um atacante referência de área precisa vir.

Também passou da hora de a diretoria da Ponte trazer um zagueiro pra vestir camisa, quer para atuar ao lado de César, quer de Diego Sacoman. A rigor, César fez uma boa partida contra o time de Sorocaba.

Outras conclusões podem ser tiradas nas próximas sete rodadas da competição.