Blog do Ari: Oscilações de jogadores da Ponte implicam em derrota na Bahia

Vitória soube aproveitar falhas da Macaca para ganhar

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O torcedor pontepretano questiona como após uma convincente vitória sobre o Criciúma o seu time vai a Salvador e perde por 3 a 1 para o Vitória na noite desta quarta-feira?

A resposta é simples: no elenco da Ponte tem jogadores que oscilam muito. De repente surpreendem com rendimentos aceitáveis, na sequência têm atuações apagadíssimas. Erros individuais de jogadores em lances capitais também foram determinantes à derrota. Por fim, considere tentativas que não deram certo do treinador Paulo César Carpeggiani antes e durante a partida.

Vi, pela televisão, o polivalente Uendel fazer citação que a Ponte fez um bom primeiro tempo, com queda no outro tempo de jogo.

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Prefiro trocar o bom pelo funcional. E justifico: ofensivamente a Ponte chutou duas bolas ao gol adversário e teve 50% de aproveitamento. Em chute do meia Chiquinho, o goleiro Wilson praticou defesa normal. Já o atacante William explorou o seu oportunismo para marcar o gol em jogada pessoal, após vacilo na saída de bola do Vitória.

O principal mérito da Ponte durante o primeiro tempo foi ter marcado bem o lento time do Vitória até então. Considere, também, que ela se distribuiu bem em campo dos dez aos 21 minutos, quando chegou ao seu gol. Depois, fechou os espaços do adversário e tentou explorar contra-ataques com precisos lançamentos de Chiquinho para um Rildo que tropeçava literalmente na bola.

E se há uma utilidade na escalação do meia-atacante Everton Santos é apenas porque recua para recompor a marcação. Com isso aumenta o cinturão de marcadores no meio do campo. Ofensivamente não tem convencido.

Com a escalação de Diego Sacoman na lateral-esquerda, a Ponte ficou sem a rápida saída de bola ao ataque pelo setor, enquanto do lado direito da defesa o lateral Artur teve que vigiar incursões adversárias pelo setor, inclusive do lateral Euller do time baiano. Em consequência, não desceu ao ataque como contra o Criciúma.

ERROS INDIVIDUAIS

Perdendo a partida, era natural que o Vitória fosse pressionar no segundo tempo. Convenhamos, entretanto, que o goleiro Roberto, da Ponte Preta, não precisava se precipitar e botar bola defensável para escanteio, no lance que originou o gol de empate.

Na cobrança, o zagueiro César levou desvantagem na disputa com Fabrício, e a bola sobrou livre para o grandalhão Pedro Oldoni concluir.

Naquela altura o Vitória já havia adiantado a marcação, teve espaço para tocar a bola e com isso envolveu o time pontepretano.

É que Everton Santos já não voltava como no primeiro tempo, e a defesa da Ponte ficou muito atrás – quase colada no goleiro Roberto.

E naquela pressão, o hábil Vânder, do Vitória, aplicou um drible por dentro no lateral Artur e chutou sem chances de defesa para o goleiro Roberto: 2 a 1.

Pronto. Estavam minadas as chances da Ponte, embora raciocinasse corretamente Carpeggiani na tentativa de povoar o meio de campo com a entrada do argentino Brian Sarmiento, sacando um dos defensores.

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O erro, todavia, foi optar pela saída de Ferron. A opção indicada era César ou Diego Sacoman.

Carpeggiani também demorou para tirar Everton Santos, talvez um função do descomprometimento do atacante Alemão, que perdeu quase todas as jogadas desde que substituiu o titular no segundo tempo.

Pra completar, a justa expulsão do zagueiro César, que tentou impedir o avanço do adversário ao perder a jogada na corrida.

César é zagueiro pra jogar na sobra. Quando sai pra ‘caça’ acaba envolvido.

Portanto, torcedor pontepretano, vá se acostumando com esta instabilidade do time. Um dia o jogador vai bem, no outro não.

Quanto ao Vitória, em circunstâncias normais ganharia a partida de qualquer maneira. Se as defensivas não cometessem lambanças, o placar natural seria 1 a 0.

Exceto o gol de Vânder, os demais foram originados por falhas quer de um lado, quer do outro.