Blog do Ari: O que Giardini está esperando para decisão óbvia?

Cartolas do Guarani ainda estão pensando se demitem Pugliese

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José Giardini foi diretor de futebol do então presidente Beto Zini, do Guarani, e aprendeu várias mumunhas da bola naquela passagem. Será que o filho, Rogério Giardini, escuta o pai, que de certo também clama por mudança no comando técnico do elenco?

É que Rogério defende a permanência do treinador Tarcísio Pugliese para o Campeonato Paulista da A2 de 2014, e por essa e outras razões a reunião de três horas para definir o futuro do técnico, nesta segunda-feira, não definiu nada, com adiamento para quarta-feira.

Se Rogério não escuta o pai e passa a impressão de ter sido persuadido pelas influentes palavras de Pugliese, vou elencar algumas situações para que ele reflita a se convença que a mudança já deveria ter ocorrido.

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A conversa fiada de Pugliese é que o Guarani deu um passo à frente ao fugir dos habituais dramas de rebaixamento. Pois é, ainda bem que é preferível ouvir bobagem de que ser surdo. Só faltava o Guarani montar time pra evitar queda à Série D.

Como Rogério fez confissão de que ainda não tem a devida experiência no futebol, tentaram colocar um melzinho na boca dele que Pugliese pode dar continuidade ao trabalho.

Continuidade de um trabalho mal feito! Continuidade se mais da metade deste elenco não têm condições de ficar no Guarani! Reflita, Rogério! Caia na real.

Não queira se desgastar desnecessariamente nesta aguerrida defesa do treinador, que havia montado o time de uma nota só no primeiro turno da Série C: todo mundo marcando, para que na filtragem geral zagueiros e goleiro fossem menos exigidos.

Bastou o time não repetir a forte pegada no meio de campo pra defesa ficar exposta. Aí? O resto todos viram. Só trapalhada.

FRACO

1 – Diferentemente do que pensa Rogério Giardini, Pugliese é fraco técnica e taticamente. Ainda não tem o devido discernimento na escalação de equipe. Nada justifica manter o fraco atacante Nena várias partidas seguidas. Inadmissível a justificativa de que o atleta foi mantido porque ajudava na marcação.

2 – Um exemplo de que o treinador não tem a correta leitura de jogo foi a recente escalação dos meias Fumagalli e Fernandinho na partida contra o Vila Nova, em Goiânia, justamente num jogo em que o time bugrino optou pelo contra-ataque. Como jogar em velocidade com dois meias lentos? Pelo menos Roninho, mais rápido, poderia ter sido escalado desde o início naquela circunstância.

Pugliese não distinguiu que o meio de campo do Guarani ficou escancarado com as escalações dos meias Fernandinho e Fumagalli juntos. Ambos não marcam ninguém e Fumagalli sequer criou. Nenhum deles fez por merecer a condição de titular e o treinador insistiu com ambos.

3 – Pugliese não corrigiu defeito primário dos zagueiros bugrinos quando sozinhos (portanto não incomodados por adversários), em bolas alçadas contra a defensiva bugrina, devolvem-na de qualquer maneira, geralmente presenteando o adversário. Nesta circunstância, o zagueiro precisa desarmar de cabeça já fazendo passe a algum companheiro.

4 – O lateral-direito Feijão tem como principal virtude a facilidade para levar a bola rapidamente ao ataque. A partir daí, o defeito em cruzamentos foi notório e nada foi feito para a correção. Nada de jogada ensaiada no primeiro pau, nada de alguém ir ao encontro do lateral para dar sequência à jogada.

O lateral Oziel repetia o defeito, mas o treinador Osvaldo Alvarez, o Vadão, trabalhou insistentemente para que o cruzamento rasteiro, nas costas da zaga adversária, encontrasse o atacante Fabinho. Lembram-se? É preciso diagnosticar a falha e corrigi-la.

5 – No time de Pugliese até o volante Edmilson já cobrou falta, já se projetou como atacante pra receber o passe, desconsiderando que ‘jogar’ não é a praia dele. Seu mérito é no desarme. E quanto muito ser aproveitado no jogo aéreo ofensivo, em lance de bola parada, usando a boa impulsão.

6 – Não bastasse tudo isso, a postura descontrolada à beira do gramado não condiz com um treinador. O nervosismo prejudica o raciocínio.

Logo, nem se tem que pensar muito para decidir o óbvio: mudança no comando.