Blog do Ari: O caminho continua aberto pra Ponte conquistar o título inédito

Outro finalista da Sul-Americana sai na noite desta quinta-feira

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Será que desta vez a Ponte Preta vai tirar a ‘inhaca’ de conquista de títulos? Quem viu com isenção a partida entre Lanús e Libertad, com vitória do time argentino por 2 a 1, no primeiro confronto entre ambos, de certo compartilha da opinião da coluna de que ‘nunca foi tão fácil voar pra Ponte’, apesar das naturais dificuldades quando se disputa um título, principalmente com a representatividade que tem esta Copa Sul-Americana.

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Dos quatro títulos paulistas disputados pela Ponte, exceto em 1977 contra o Corinthians, ela nunca entrou na condição de favorita. Agora, a situação é diferente.

Foi dito aqui que se a Ponte repetisse aquela ordenada distribuição tática da vitória da semana passada diante do São Paulo passaria pela segunda partida da fase semifinal – como ocorreu no empate por 1 a 1 com o São Paulo em Mogi Mirim -, nesta quarta-feira, e entra credenciada sim a vencer quaisquer dos adversários na grande final da competição.

Dúvidas? Então fique de olho cravado na TV Fox Sport e confira na noite desta quinta-feira o jogo de volta entre Lanús e Libertad do Paraguai, programado para Buenos Aires, na Argentina.

FELIPE BASTOS

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A rigor, dois motivos foram preponderantes para que a Ponte não fosse surpreendida pelo São Paulo na partida da noite desta quarta-feira.

O lado esquerdo do time são-paulino, que ofereceu maior risco na semana passada, foi bem vigiado pela disciplina tática ímpar do volante Felipe Bastos, que lembrou a postura do polivalente Cicinho quando atuava de meia recuado no time pontepretano.

Acrescente a isso a costumeira voluntariedade de Baraka e a qualidade no passe de Fernando Bob pra que a Ponte não saísse de trás só quebrando bola.

Assim, bastou regularidade da dupla de zaga formada por César e Sacoman e o lateral-esquerdo Uendel só sair na boa para que o combinado no vestiário fosse traduzido na prática.

Na clara opção de contra-ataque, Rildo foi logicamente o mais explorado e o ataque ganhou mais dinamismo com a fixação de Leonardo como titular no lugar de William. Além de ter aparecido como homem de área para concluir oportunidades criadas, ele tem dado mais opções ao recuar pra buscar jogo ou sair dos lados do campo pra receber bola.

Assim, apenas o meia Elias mostrou rendimento aquém dos companheiros. E quando se fixou no ataque desapareceu por completo.

JORGINHO

Foi bem o treinador Jorginho nas substituições. Experiências em jogos anteriores com adaptação de Bob na lateral-esquerda serviram para a convicção de fixá-lo na função quando Uendel se machucou, com a conseqüente entrada de Chiquinho no meio de campo.

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A partida em si desmentiu aqueles que supunham que a Ponte fosse jogar por uma bola. Surpreendentemente, Baraka apareceu no ataque em boa jogada e poderia ter marcado o segundo gol pontepretano, mas ao optar pelo passe para que Rildo marcasse o gol deu tempo para que um adversário travasse a bola na hora ‘agá’.

E o São Paulo? Fez a bola rodar sem a velocidade exigida para quem precisa furar um ‘ferrolho’. E não se condicionou às jogadas de fundo com cruzamento para trás. A opção mais repetida era o passe em profundidade, na maioria das vezes interceptado pelo bom sistema de marcação pontepretano.

Por fim, e o meia Paulo Henrique Ganso, cujas viúvas cobraram até convocação à Seleção Brasileira? Evaporou em campo diante de forte marcação, confirmando corajosa opinião do meia Seedorf, do Botafogo, no programa ‘Bem Amigos’ da TV Globo.