Blog do Ari: Nem tudo foi maravilha na vitória da Ponte sobre o Santos
Time ficou sem posse de bola quando estava em vantagem
O torcedor pontepretano tem mais é que festejar a importante vitória sobre o Santos por 1 a 0 em Campinas, na noite deste sábado. Ao crítico cabe, por vezes, fazer o papel de advogado do diabo, e não se envolver na empolgação da torcida.
O torcedor pontepretano tem mais é que festejar a importante vitória sobre o Santos por 1 a 0 em Campinas, na noite deste sábado. Ao crítico cabe, por vezes, fazer o papel de advogado do diabo, e não se envolver na empolgação da torcida.
Por que isso? Porque a partir do momento em que ficou em desvantagem no placar, o Santos abandonou os cuidados defensivos. A providencial entrada do polivalente Cicinho implicou em maior posse de bola, e seria plenamente admissível que em algumas daquelas incursões ele chegasse ao empate.

E se isso ocorresse, se questionaria por que a Ponte não conseguiu valorizar a posse de bola quando o Santos se incorpou em campo?
Claro que vão argumentar que a coluna deveria ressaltar a boa marcação do meio de campo e a elogiada postura da defesa, principalmente a atuação irrepreensível do zagueiro Ferron.
Sim, tudo isso é verdade, até porque, apesar do maior volume dos santistas, a Ponte quase não lhe permitiu chances.
Entretanto, numa projeção natural, time que é dominado como ocorreu com a Ponte corre risco de sofrer gol de empate.
ALONGAR A BOLA
O que fazer então? Primeiro é trabalhar a bola desde o campo de defesa mesmo que o adversário adiante a marcação.
Com receio do erro e comprometimento, a boleirada pontepretana passou a alongar a bola, que chegava de graça ao adversário. Aí, o time santista a tocava de pé em pé, e trabalhava até as imediações da área pontepretana.
Afora este detalhe, que de certo será observado pelo treinador Paulo César Carpeggiani, é preciso que se reconheça, igualmente, progressos nos aspectos técnicos-táticos da Ponte.
Carpeggiani raciocina que um jogador veloz como Rildo incomoda mais o adversário na frente do que voltando para ajudar na marcação. Esta atribuição foi determinada para Chiquinho.
Se no primeiro tempo o lateral-esquerdo Uendel saía com a bola nos pés e sabia trabalhá-la, quando a Ponte foi atacava a sua postura foi de dar chutão, um procedimento que carece de correção.
RAMIREZ
Ramirez foi bem como volante, embora às vezes esqueça desta nova função e adianta-se desnecessariamente ao ataque sem a bola para ser lançado, quando a sua atribuição é marcar e dar qualidade na saída de bola ao ataque.
E a voluntariedade do lateral-direito Luis Advincula, que entrou no segundo tempo, precisa ser conferida em outras partidas. Mesmo sem brilhantismo no aspecto técnico, ele foi mais útil ao time do que o então titular Artur.
Como a Ponte está em fase de arrumação, a vitória serve para os jogadores readquirirem a confiança que havia sido perdida.
Agora é esperar pela chegada de um meia qualificado para que sejam criadas jogadas aos atacantes Rildo e William.
Quanto ao Santos, mesclado pelos experientes Durval, Edu Dracena, Aranha, Léo e Arouca, é natural a oscilação na sequencia da competição, porque a promissora molecada está sendo lançada na equipe.





































































































































