Blog do Ari: Não seria Ratão o meia-atacante que a Ponte nunca teve no Brasileirão?
Se a Ponte tivesse um meia que faz gols sonharia com vaga à Sul-Americana
Semana passada discuti aqui a falta do chamado ‘meia-atacante’ para a Ponte Preta e infelizmente os prezados parceiros não discutiram o assunto como manda o figurino, talvez preferindo meias lançadores, organizadores, porém que não entram driblando na área adversária.
Lembrei que o antecessor do treinador Jorginho Campos, o professor Paulo César Carpeggiani, cobrou a contratação de um jogador com esta característica e, não havendo receptividade, tentou buscar no próprio elenco um jogador que teoricamente pudesse exercer a função. Aí errou feio com a insistência desmedida com o inoperante Everton Santos.
Na prática, Carpeggiani teve a percepção que não poderia contar apenas com o atacante Rildo para criar as jogadas ofensivas. Ele queria no elenco um meia condutor de bola, de velocidade, bom balanço e dribles progressivos. Queria o meia habituado a entrar mais vezes na área adversária para finalizar e fazer gols.
Reafirmo citações da semana passa que o atacante William, que se sobressai quando atua fixo na área, depende de companheiros que criem jogadas pra ele. Além de finalizar, ele faz bem o papel de pivô ajeitando a bola pra quem chega de trás.
E quem o acompanha para dar continuidade às jogadas ou finalizar?
ELIAS E ADRIANINHO
Convenhamos que os meias Elias e Adrianinho deveriam entrar mais vezes na área adversária.
O histórico de gols de ambos neste Campeonato Brasileiro é irrisório. Elias converteu um pênalti contra o Botafogo e fez gol de falta diante do Galo mineiro. Adrianinho marcou apenas contra a Lusa, no Canindé, na derrota pontepretana por 2 a 1. Portanto, empata com o volante Baraka que também tem um gol neste Brasileirão.
Adrianinho e Elias jogaram menos na competição? Sim, mas o lateral-direito Artur também jogou menos e também contabiliza dois gols. E ele é lateral defensivo. Não esqueçamos, portanto, que o gol identifica o jogador.
Por que esta repetição de argumento? Porque o atacante Rafael Ratão, com característica de condutor de bola, dribles progressivos e curta carreira marcada com gols, bem que poderia ser testado na função de meia-atacante.
Quem sabe seja ele o jogador que, além de fazer a bola chegar até William, encoste nele para dar continuidade à jogada de ataque, e a complemente com sucesso. Quem sabe seja ele o jogador que Carpeggiani cansou de pedir e os cartolas deram-lhe volantes, volantes e volantes.
Repito o arremate do texto da semana passada: apesar das claras limitações do time, se a Ponte tivesse um bom meia condutor de bola, daqueles que colocam os golzinhos na sacola, com certeza estaria projetando uma Sul-Americana, e não fugir do rebaixamento, considerando-se o bom índice de aproveitamento do atacante William nas conclusões.





































































































































