Blog do Ari: Na goleada de 5 a 2 do Flu, há assuntos melhores que detalhes táticos

Walter ‘roubou’ a cena e Rogério Ceni foi um ‘mão de pau’

Gente, o futebol não se resume apenas a Guarani e Ponte Preta, ausentes na rodada desta quarta-feira gorda. Logo, não faltam assuntos para que discutamos esta goleada do Fluminense sobre o São Paulo por 5 a 2, na Arena Maracanã, no Rio de Janeiro.

Não vamos nos prender a detalhamentos táticos, até porque temos fartos tópicos sobre os aspectos técnicos.

Portanto, além de pontepretano ou bugrino você também é desportista e deve sim entrar na roda com seu pitaco. Assuntos não faltam.

1 – Aos 43 minutos do segundo tempo, o meio-campista Diguinho, do Flu, caído, se contorcia de dores após contusão no ombro, e um de seus companheiros exigiu que ele se levantasse rápido, pegou a bola e cobrou a falta. Cera? Gastar o tempo? Nem pensar. A gana do Fluminense era para enfiar mais gols no São Paulo.

2 – O ainda obeso atacante Walter, do Flu, ‘roubou’ literalmente a cena com dois gols. O segundo com frieza de dar inveja à ‘centroavantaida’ por aí.

Num espaço curtíssimo do lateral Reinaldo, do São Paulo, Walter ainda bateu na bola de três dedos e fez questão de comemorá-lo na horizontal, rolando no gramado, e quase foi sufocado pelos abraços dos companheiros. Aí, meu caro, o que houve de ‘encoxada’ involuntária não está no gibi. Reveja isso! O Walter estava tão atrevido em campo que ainda ousou a tentativa de uma bicicleta, mesmo que sem roda. Mas valeu.

LUÍS FABIANO

3 – E o atacante são-paulino Luís Fabiano hein? Com certeza qualquer atacante do time amador São Cristóvão, da região do Ouro Verde, do presidente Vicente, não seria pior de que ele nesta quarta-feira, e de certo não provocaria cartão amarelo besta no final do primeiro tempo, por reclamação.

Só mais um registro sobre Luís Fabiano: um recordista na posição de impedimento, como ele, desta vez foi flagrado em condição irregular apenas uma vez. Neste quesito ficou atrás de Osvaldo e Pato que ficaram em posição de impedimento duas vezes cada.

4 – Pra quem desconhece a linguagem do futebol que define um goleiro como ‘mão de pau’, basta observar o primeiro e quarto gols do Fluminense. Rogério Ceni, do São Paulo, rebateu a bola para o seu campo de jogo. Ora, na impossibilidade de se encaixar a bola, o rebote deve visar sempre a linha de fundo, como bem fazia Emerson Leão nos seus tempos de Palmeiras. E Rogério cobrou muito mal o pênalti favorável ao São Paulo. A bola entrou no meio do gol. Se o goleiro do Flu não se mexesse praticaria a defesa.

5 – O meia Ganso tem se movimentado mais e até surgido na área adversária na tentativa de completar jogadas. Ótimo. Só que o fôlego dura meio tempo. Ficou ‘morto’ na sequência e não foi substituído.

6 – Jogadores como César da Ponte, o ex-pontepretano Ferron e o ex-bugrino Alisson, que, quando marcados em seu campo de defesa se desfazem da bola, jogando-a à linha lateral, devem observar o vídeo do jogo desta quarta no Maracanã para constatarem que aos três minutos o lateral-esquerdo Carlinhos, do Flu, estava igualmente marcado rente a linha lateral, e confiante tentou escapar da marcação até sofrer falta. Carlinhos tem recursos e é destemido para tentar o drible.