Blog do Ari: Muita pobreza da Ponte Preta diante do fraco Bragantino
Individualidade do atacante Cafu foi preponderante na vitória pontepretana
Vem aí o comentário da vitória magra da Ponte Preta sobre o Bragantino
Se diante do fraco Bragantino a Ponte Preta teve incrível dificuldades para vencer a partida por 1 a 0 em Campinas, na noite desta sexta-feira, o quadro requer reflexão da comissão técnica para ajustes inadiáveis na equipe, visando a sequência do Campeonato Brasileiro da Série B.
Esqueçam definitivamente do meia Adrianinho. É caso perdido. Não acrescenta absolutamente nada ao time. Só joga na zona morta do campo e dando ‘tapa’ na bola. Comprovadamente foi um dos jogadores com maior incidência de erros de jogadas. Ainda bem, para o pontepretano, que Renato Cajá está aí e pronto.
O meia Roni foi péssimo e a torcida já começou a pegar no pé dele. Eis a questão: por que não foi substituído jogando tão mal?
Se os dois meias estiveram apagadíssimos, o atacante Cafu chamou a responsabilidade para partir com a bola dominada sobre a pesada defesa bragantina. Foi dele a jogada pessoal que culminou com o gol de seu companheiro Rafael Costa, aos cinco minutos do segundo tempo.
Cafu pode e deve aperfeiçoar finalizações para não desperdiçar chance de ouro, como a jogada de retribuição de Rafael Costa, mas pelo menos teve a clara leitura de jogo que as incursões à área adversária deveriam ser no chão e não em bola alçada contra a alta defesa do Braga.
Leitura de jogo também faltou ao treinador da Ponte Preta Guto Ferreira, que geralmente enxerga bem o tabuleiro do futebol.
Primeiro a desinformação sobre o atual estágio do time do Bragantino. Os dois únicos jogadores da Ponte que faziam jogadas de velocidade no primeiro eram o lateral-direito Rodnei e Cafu.
Ora, o recomendável seria derivar Cafu para o lado esquerdo do ataque, justamente em cima do fraco lateral-direito Samuel, até porque o lateral-esquerdo Bryan aparece pouco no ataque. Assim, ficaria um corredor maior para Rodnei explorar o fundo de campo pela direita.
O emergente Guto Ferreira voltou a falhar quando não sacou pelo menos um dos meias no intervalo da partida. Roni errava, mas corria. Adrianinho errava e deslocava-se pouco.
Erro número três foi a saída de Cafu. Mesmo já desgastado ainda incomodava a defensiva adversária, o que não ocorreu com a entrada de Alexandro.
SOUBE SE DEFENDER
A Ponte conseguiu sustentar a vitória porque teve o mérito de saber se defender e foi beneficiada pela clara limitação técnica do Bragantino.
Depois do gol ela foi assediada pelo adversário que até criou chance de empate, em jogada que oportunamente o lateral Rodnei salvou.
Quando se fala em reflexão da comissão técnica pontepretana cobra-se posicionamento decisivo em relação à lateral-esquerda, visto que Bryan é jogador com características basicamente defensivas e a Ponte precisa de contundência ofensiva pelo setor. A rigor, a coluna já se posicionou pelo deslocamento de Juninho por ali, devido à clara falta de opção.
Ou Roni melhora de produção, ou Guto Ferreira precisa buscar outras opções para o companheiro de Cajá.
No ataque há necessidade de treinamento técnico específico para Cafu, a fim de que melhore tanto finalizações como cruzamentos e passes alongados.
DANIEL BORGES E EDNO
Há necessidade de um trabalho de recuperação dos jogadores Daniel Borges e Edno, para que ainda sejam importantes ao grupo.
Do lateral-direito Daniel Borges cobra-se fundamento para melhorar o passe e programação de jogadas não definidas nos tempos do treinador Dado Cavalcante.
Do atacante Edno cobra-se trabalho para que se condicione bem fisicamente e volte a mostrar aquilo que é capaz.
Ao Bragantino um aviso: a Série C é logo ali. Se o presidente Marcos Chedid não melhorar este time, não tenham dúvidas que é candidato ao rebaixamento.





































































































































