Blog do Ari: Mengo e Palmeiras nos brindam com jogão; e ainda querem falar de tática

Seis gols e belas jogadas neste jogo disputado no Maracanã

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Há uns negos na mídia metidos a bacanas que adoram rebuscar vocabulário na intenção de mostrar conhecimentos táticos. Pior é que parte significativa desta leva nunca chutou uma bola. Se chutá-la há risco de cair de costas ou digamos que conhece bola porque comeu almôndega quando era criança.

Flamengo e Palmeiras fizeram um dos melhores jogos dos últimos tempos neste domingo, no Estádio do Maracanã, e o ‘cara’ fissurado por tática esquece de enaltecer a plástica do jogo.

Aliás, que baita jogo! Fomos brindados por um futebol alegre, bola de área em área, chances de gols de ambos os lados e uma clássica vitória do Mengão sobre o Palmeiras por 4 a 2.

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Gente, como criticar o futebol obstinado do Palmeiras, que iniciou e terminou a partida no ataque? Mas criticam. E se o Verdão recuasse na tentativa de sustentar a vitória parcial por 2 a 1 diriam que o time foi medroso. Entendeu?

Gente, já critiquei o treinador Gilson Kleina incontáveis vezes, mas tem-se que admitir que diante do Flamengo o Palmeiras se distribuiu bem ofensivamente. E assim como perdeu a partida poderia ter ganhado.

Claro que a velocidade do contra-ataque do Flamengo foi preponderante para que chegasse à vitória, mas dizer que a entrada de Lucas Mugni no lugar de Nixon serviu pra consertar aquilo que estava errado é questionável.

Se com Nixon o Flamengo estava mais exposto, com a troca ficou um pouco mais precavido.

Fortaleceu a marcação? Claro que não. O Palmeiras entrou na defesa rubro-negra e poderia ter feitos gols naturalmente, assim como o Flamengo criou chances para dilatar ainda mais o placar.

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Não nos esqueçamos que três dos seis gols da partida nasceram de jogadas genuinamente de fundo de campo, nos tais cruzamentos pra trás, como enfoquei em coluna durante a semana.

O jogo lembrou grandes duelos que estas equipes faziam entre os anos 60 e 80. Foi uma delícia conferir jogadas bem construídas. Que venham outros bons jogos, para que a gente não precise se prender a aspectos táticos.

A rigor, se há um reparo a fazer na estruturação tática do Palmeiras o foco é o posicionamento do meia Valdívia na função de meia-armador, funcionando mais como organizador do time.

Claro que ali ele também correspondente, mas jogador com o potencial dele tem que se posicionar mais próximo da área adversária, usar sua capacidade de drible para penetração e definição das jogadas.

GUARANI E PONTE

No âmbito doméstico, cabe o registro de que a Ponte Preta terminou a rodada do final de semana na 14ª colocação da Série B do Campeonato Brasileiro com dois pontos ganhos em dois jogos disputados.

O Guarani, igualmente em dois jogos, ocupa a oitava colocação no grupo B do Campeonato Brasileiro da Série C. Observação: um grupo com dez clubes.