Blog do Ari: Márcio Fernandes falou a mais pura realidade. E daí?
Não tem esta de jogador de futebol ficar constrangido com críticas públicas de treinador
Cabeça, parceiro diário deste espaço, me questionou duramente na postagem anterior dos motivos que levaram o FI a não repercutir a entrevista do treinador do Guarani, Márcio Fernandes, após o empate com o Red Bull por 2 a 2, no sábado, ocasião em que o comandante do futebol bugrino revelou que não tem um elenco, mas somente um time. E acrescentou que sempre é obrigado a fazer substituições que implicam em queda de produção da equipe. O comparativo de diferença foi com o Red Bull, cuja situação é inversa: “Ele consegue mudar sem perder a qualidade, até porque possui uma folha salarial maior”, complementou Fernandes.

Segundo informações, a fala de Fernandes teria provocado mal-estar no elenco, e que para evitar desdobramentos os atletas teriam feito acordo de evitar entrevistas até a realização da partida do Guarani nesta quarta-feira em Guaratinguetá.
Respondi ao parceiro Cabeça que quando Fernandes assumiu o comando técnico do Guarani conhecia a realidade do clube e sabia das dificuldades financeiras para montagem do elenco. Acrescentei ainda que cabe ao comandante trabalhar as ‘peças’ que dispõem no elenco, e que nos poucos jogos que assisti do Guarani no Paulista da Série A2 vi pouca qualidade, mas muita aplicação dos jogadores. Também vi chutões desnecessários que poderiam ser corrigidos com orientação e treinamentos.
PAPARICAR
Além disso, não vejo o mínimo motivo para constrangimento de Fernandes por causa daquilo que falou. É a mais absoluta realidade e tem que ser dita com clareza.
Jogador de futebol não tem que ser ‘paparicado’, tratado na base do não me toque, não me rele. Principalmente jogador de fraco para mais ou menos’. Portanto, discordo que seja assunto pra ser tratado internamente, que roupa suja se lava em casa. Com adrenalina a ‘mil’ ou na mais absoluta calmaria, o comandante tem todo direito de revelar os fatos publicamente sim.
Não tem esta de elenco rachado por causa de mal-estar. Já disse em ‘ene’ ocasiões que na relação de trabalho de um elenco de futebol cabe ao atleta cumprir o seu dever independente de amizades no grupo. Negócio é negócio; amizade é amizade.
Aquilo que se tem que falar, que se fale e ponto final. Procuro agir assim na várzea, no Campeonato Sessentão da Linfurc que disputo como ‘atleta’ do Arco-íris, mais ‘arco’ do que íris, já dizia o falecido Ede.
Um exemplo: domingo passado, em lance de falta favorável ao Arco-íris nas imediações da área adversária, um companheiro de nosso time inadvertidamente foi logo pegando a bola para a cobrança e falei em alto e bom tom que lance de falta é pra ser cobrado por quem ‘pega’ bem na bola.
Há uns cinco anos tive a infelicidade de jogar ao lado de um ‘cara’ ruim de bola, e coloque grossura nisso. Aí falei sem constrangimento para o companheiro Português evitar passar a bola para o dito cujo, porque era bola perdida. E tudo isso na ‘cara’ do grossão.
Futebol tem que ser feito falando-se a mais pura verdade, como dizia o falecido Naique, no Jardim Proença, nos anos 60 e 70.
Não dá pra ficar com mentirinha ou faz de conta em nome de suposta harmonia de grupo. Tá na bola é cobrança permanente e ponto final.





































































































































