Blog do Ari: Madureira dá trabalho e empate com Guarani é justo
Time bugrino teve rendimento aquém de suas possibilidades
Da entrevista do treinador Alexandre Gama ao repórter Leandro Ferreira, da Rádio Bandeirantes-Campinas, após o empate sem gols entre Guarani e Madureira, na noite deste sábado em Campinas, um exagero e algumas verdades.
Exagerou quando citou que o Guarani não fez nada. Não foi bem assim. O time bugrino esteve aquém daquilo que pode render, mas foi ‘brigador’ e buscou o resultado positivo até o final.

Procede a lamentação de Gama de não ter conquistado a vitória. De fato o primeiro tempo do Madureira foi melhor. Começou pressionado, mas a partir dos oito minutos passou a respirar e teve três boas chances de sair na frente: cabeçada de Tiago Azulão rente a trave e gols perdidos através de Ramon e Daniel Amorim.
Já no segundo tempo, apesar do equilíbrio e alternâncias das equipes em jogadas ofensivas, o Guarani esteve mais perto do gol considerando-se a chance perdida por Everton Maradona, a bola na trave em cobrança de escanteio de Fumagalli e a cabeçada de Nena que passou perto do poste esquerdo do goleiro Jonathan, do Madureira.
Outra verdade dita por Gama é que o Guarani é um dos clubes da Série C que mais comete faltas, principalmente aquelas para matar contra-ataques dos adversários.
CARTÕES AMARELOS
Fosse o catarinense Ronam Marques Rosa um árbitro mais enérgico teria observado farta distribuição de cartões amarelos para jogadores bugrinos.
Faltas, entretanto, fazem parte do jogo. Futebol é uma competição de contato. Cabe ao árbitro aplicar a regra do jogo e pronto.
Por que o Guarani não rendeu o esperado? Primeiro porque o adversário foi um dos mais ajustados entre aqueles já enfrentados neste Campeonato Brasileiro da Série C, embora paradoxalmente não esteja com boa pontuação.
Depois, alguns jogadores bugrinos não corresponderam. E, face a dependência da força do conjunto, o time não teve a liga esperada.
Como o Madureira povoa bem o meio de campo e leva a bola ao campo de ataque na base de toques envolventes, o volante bugrino Edmilson ficou sobrecarregado pela atuação apagada de Léo Costa, escalado como segundo volante.
Logo, o miolo de zaga do Guarani foi mais exigido e teve que se virar para evitar o gol do Madureira.
Não bastasse tudo isso, os meias Everton Maradona e Fumagalli foram absorvidos pela marcação, e Rossini jogou distante de ambos. Assim, o atacante Henan ficou praticamente isolado e foi anulado pelos defensores da equipe do Rio de Janeiro.
Como o jogo foi desenvolvido com muita intensidade no primeiro tempo, o desgaste mais acentuado foi do time do Madureira durante o segundo tempo. Por isso ele tratou de se resguardar mais.
Já o Guarani colocou em prática mais velocidade na transição ao ataque, porém com falta de qualidade. O time errou muitos passes e não conseguiu dar continuidade às jogadas.
O empate, portanto, se ajusta bem àquilo que foi a partida.





































































































































