Blog do Ari: Jorginho e os cartolas; ponham na conta deles o vexame em BH

O que esperar do time totalmente reserva da Ponte contra o Galo?

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Caro pontepretano, escolha uma das histórias que mais se encaixa com a surpresa negativa que homens que decidem pelo seu clube provocaram na vexatória goleada sofrida para o Atlético Mineiro por 4 a 0 na noite desta quinta-feira, em Belo Horizonte.

Nos anos 70, o conjunto Originais do Samba já advertia que ‘cabeça que não tem juízo o corpo paga’. Faltou juízo ao treinador Jorginho Campos e os cartolas aprendizes da Ponte engoliram goela abaixo a escalação de um time totalmente reserva contra o Galo.

Ah, mas a Ponte jogou duas partidas em intervalo de 48 horas, podem argumentar para tantas mudanças.

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Não, não justifica. Plenamente admissível que se poupassem alguns jogadores, os mais desgastados. Poupar o time inteiro é um absurdo. E na Ponte isso só acontece porque o supervisor Marcus Vinícius (Foto ao lado de Bolicenho) não se impõe e os cartolas não são do futebol, com o afastamento do então presidente Sérgio Carnielli.

Jorginho falou enfaticamente à Rádio Bandeirantes-Campinas que procurou preservar a integridade física de seus atletas, deixando explícito que era mais importante recuperar os titulares para o jogo contra o Bahia no domingo, descartando, portanto, os pontos do jogo contra o Galo.

A pergunta que fica é a seguinte: será que nenhum titular teria condições de ser escalado, para mesclar com reservas? Será que a Ponte só tem cartola pra dizer amém ao treinador?

Perder para o Galo em Belo Horizonte não é demérito. Pedir pra ser goleado, com um time de reservas fracos, foi uma atitude de descomprometimento do treinador com o já sofrido torcedor pontepretano.

BILHETE PREMIADO

Lembram-se daquela história do bilhete premiado? De repente um ladino se aproxima de um incauto e diz que tem um bilhete premiado para receber e não sabe como. Aí, o ladino se faz de bobão e pede ajuda do incauto, ocasião em que aparece uma terceira pessoa – parceiro do larápio -, que se dispõe a ajudar receber o prêmio.

É aí que o incauto adianta uma grana ao ladino, recebe uma caixa como garantia e a promessa que após a retirada do bilhete premiado virá uma recompensa maior.

Cansado de esperar o retorno dos trapaceiros, o incauto abriu a caixa de garantia e aí constatou que dentro dela só haviam papéis picados.

Qualquer semelhança com a vítima Ponte Preta é mera coincidência. A Ponte caiu no conto do vigário. Seus inábeis cartolas não protestaram quando o Galo pediu regalia de adiamento de jogo, quando se envolvia em finais da Libertadores, e se ferrou agora.

Enquanto o Galo descansou desde domingo, a Macaca jogou na terça-feira, ficou com medo de arrebentar titulares nesta quinta e, de certo, o presidente Elias Kalil, do Galo, deve estar caçoando dos aprendizes cartolas pontepretanos, ao colocá-los no bolso literalmente.

BOLA CANTADA

A coluna cantou a bola quando a CBF adiou a partida ainda no primeiro turno. Se na época o Galo enfrentou o Corinthians com time misto, faltou pressão da Ponte para que o mesmo ocorresse com ela. Faltou argumentação de que futuramente não haveria data e inevitavelmente programariam jogos cumulativos.

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Lembro-me que na época, o então executivo de futebol da Ponte, Ocimar Bolicenho, dizia que com a CBF não adianta brigar, que após o adiamento da partida nada de poderia fazer, e por conta disso não moveram uma palha sequer.

Se alardeassem a injustiça que se consolidaria contra a Ponte, pelo menos teriam argumento pra evitar agendamento de dois jogos no intervalo de 48 horas. Nada disso foi feito.

Convenhamos que o papel feito pela Ponte Preta no adiamento deste jogo contra o Atlético Mineiro ficou bem parecido com as vítimas de papeiros que brincam de manusear a bolinha entre três tampinhas em área central de Campinas. ‘É bolinha pra cá, bolinha pra lá. Preste atenção e aqui. É dinheiro casado’, grita o papeiro.

E a Ponte Preta faz papel do incauto que jamais imagina que o papeiro habilmente esconde a bolinha na unha, sem que alguém perceba.

Perceberam como os incautos dançam!

Sobre o jogo nada a comentar. Quem costuma falhar não fugiu da rotina. Quem pouco acrescenta na organização e complementação, repetiu o filme visto com freqüência.