Blog do Ari: Jogo valeu apenas pelos 3 pontos conquistados pela Ponte Preta. Apenas
Para Dado Cavalcanti o seu time foi muito bem na vitória sobre o Vila Nova
O discurso ufanista do treinador da Ponte Preta, Dado Cavalcanti, para ressaltar a vitória magrelíssima de 1 a 0 sobre o pobre futebol do Vila Nova goiano, na noite desta terça-feira em Campinas, teve cheiro de ‘me engana que eu gosto’. Na prática, o jogo valeu apenas pelos três pontos que a Macaca conquistou.
Sobraram elogios todo mundo. A impressão que ficou é que o treinador teve pretensão de criar clima motivacional no elenco com a vitória, porque o panorama visto em campo nada tem a ver com a opinião de Dado Cavalcanti.
Claro que o Vila Nova jogou atrás para se defender, mas o time é fraco. E coloque fraco nisso. Bastaria a Ponte jogar um ‘tostão’ furado de bola para que o placar fosse ampliado.
A crítica é construtiva e visa o torcedor pontepretano realista. Aquele que projeta pavimentação correta visando o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, e não uma campanha intermediária.
DEFEITOS
Se o Vila Nova jogou atrás, por que o goleiro Roberto ainda ‘quebrou’ bola? Se a defesa pontepretana jogou livre, por que o zagueiro César voltou a fazer ligação direta ao ataque?
O lateral-direito Daniel Borges tem um bom arranque pra levar a bola, mas cadê jogadas combinadas pelo setor dele?
Do lado esquerdo, a única vantagem do lateral Bryan sobre Magal tem sido na marcação. Sem confiança, Bryan não arrisca uma jogada pessoal sequer. Prefere o passe e muitas vezes recua a bola. Convenhamos, então, que já passou da hora dele mostrar serviço.
JUNINHO
Já o volante Juninho está eficientíssimo na marcação e com fôlego redobrado pra chegar ao ataque. Ocorre que uma ‘andorinha’ não faz verão. A pegada do outro volante Elton não é tão afinada e a opção com dois meias – Adrianinho e Léo Citadini – é a certeza de fragilidade de marcação na ‘meiúca’ em jogos fora de Campinas.
A rigor, por que se cobra a contratação urgente de um meia condutor de bola, insinuante, que alimente o ataque e faça uns golzinhos de vez em quando?
Léo Citadini não tem correspondido. Adrianinho, mesmo com espaço, não mostra mobilidade e ainda arranca alguns aplausos por acerto em dois ou três passes, mas desconsideram outros tantos errados e a facilidade de o adversário tomar a bola dele.
CAFU
Como o ataque pontepretano dependeu basicamente da individualidade do rápido Cafu, observa-se que muita coisa precisa ser arrumada neste time, embora a Ponte atuou desfalcada de seu melhor jogador, o atacante Alexandro.
E passa por esta arrumação de time uma transição rápida ao ataque em vez de troca de passes lentos e improdutivos na altura do meio de campo.
Dado Cavalcanti reclamou da retranca do Vila Nova, mas não condicionou o seu time para jogar em velocidade. Por sinal, incontáveis vezes boleiros da Ponte dominavam a bola e ainda erguiam a cabeça para pensar na melhor opção de passe. E com erros ainda.
O jogador precisa ser condicionado a raciocinar a sequência da jogada antes de receber a bola, para que o fluxo seja mais rápido. Isso é função do treinador, caro Dado Cavalcanti.





































































































































