Blog do Ari: Ituano levanta o caneco que a Ponte Preta tanto perseguiu
Título paulista teve assinatura do bom treinador Doriva
Alô Ponte Preta, não é bicho papão conquistar um título. Que diga o Ituano, lídimo campeão paulista de 2014. Você, Ponte Preta, que bateu na trave cinco vezes no Campeonato Paulista e uma na Sul-Americana deve observar ‘centas’ vezes qual o motivo que fez este time de Itu chegar lá e você não.
Caprichosamente o lento meia Marcinho do Ituano, ex-Ponte Preta, parece que entrou no final do jogo só para cobrar pênalti. E que frieza dele na cobrança, mas a torcida pontepretana não esqueceu a péssima passagem dele pelo Estádio Moisés Lucarelli.
Caprichosamente também dois jogadores que passaram pelos clubes de Campinas pisaram na bola na definição através de cobranças de pênaltis.
Ora, quem indicou o atacante Rildo – emprestado pela Ponte ao Santos – para cobrar pênalti?
Alô treinador Oswaldo Oliveira, do Peixe. Será que você sequer sabia que o Rildo pega mal na bola e por isso nem finalizava ao gol adversário quando jogava em Campinas? Claro que não era o mais indicado para cobrança e chutou a bola na trave.
E o zagueiro Neto – ex-Guarani? É zagueiro que zagueira. Talvez fosse um dos últimos a cobrar e não havia outra alternativa.
DORIVA
O repórter Abel Neto, da TV Globo, cercou o treinador Doriva, do Ituano, para as primeiras palavras após a conquista do título e até parecia que Doriva falava em emissoras segmentadas em religião evangélica.
Religioso que é, Doriva deu ‘glória a Deus’ pelo título. “Louvado seja o senhor Jesus Cristo. Eu devo tudo a Ele, porque Ele está em minha vida”.
Por que Doriva mereceu este título? Porque além de montar um bom esquema defensivo sabe fazer o seu time jogar.
Doriva absorveu muito da escola inglesa de futebol em que os jogadores se condicionam a sempre receber a bola mesmo marcados. Eles aprendem a fazer a ‘parede’ quando a bola chega e, incontinente, dão fluxo às jogadas.
No time de Doriva não há espaço para meias de pouca mobilidade, aqueles que tocam a bola e ficam engessados no mesmo lugar como Danilo do Corinthians, Ganso do São Paulo, Adrianinho da Ponte Preta e Fumagalli do Guarani.
No time de Doriva, do meio de campo pra frente o jogador precisa jogar em profundidade. Tem que correr com a bola e sempre escapando do adversário.
Esta constante movimentação propicia que alguém esteja livre na maioria das vezes. E se a boleirada estiver marcada, não tem problema. Toca-se a bola no jogador marcado assim mesmo, sem que seja perdida infantilmente.
Perceberam que a maioria da treinadorzada do futebol paulista não coloca em prática a mesma metodologia válida de Doriva? Logo, este título é um prêmio por ter sido um profissional diferenciado.
Doriva mostrou que não é preciso ovo de avestruz pra se fazer um bom omelete. Viu treinadorzada!





































































































































