Blog do Ari: Inevitavelmente a Ponte terá que buscar o ‘meia’, e não um ‘meia’

Time pontepretano desperdiça chance de trazer vitória de Itápolis

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O meu boa noite já na madrugada desta quarta-feira vai para o parceiro pontepretano Tio Lei, que antes do jogo da Ponte Preta contra o Oeste já indagava que “não há como fazer exigência com elenco limitado’.

Todavia, circunstancialmente há, meu caro Tio Lei. Mesmo com as limitações citadas era obrigação de a Ponte vencer o Oeste em Itápolis na noite desta terça-feira. Afinal, o adversário é pior ainda e candidato ao rebaixamento à Série C.

Mesmo sem jogar um tostão furado de bola a Ponte foi melhor no primeiro tempo e já poderia estar em vantagem no placar deste jogo que terminou empatado por 1 a 1 em Itápolis, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

No início do segundo tempo, quando o Oeste se mandou totalmente ao ataque, os buracos para contra-ataques eram visíveis, mas não foram suficientemente explorados pelo time pontepretano. Um dos raros momentos de lucidez em contra-ataques foi na jogada do gol do atacante Edno, que soube explorar um rebote do goleiro Paes.

Na prática, mesmo com toda limitação o Oeste teve mais posse de bola ao longo do segundo tempo, ganhou a maioria dos rebotes defensivos e ofensivos, e só não criou situação mais embaraçada à Ponte pela falta de qualidade de seus jogadores.

Assim, o time de Itápolis só chegou ao gol de empate por causa daqueles costumeiros cochilos do miolo de zaga pontepretano.

Pode-se dizer, então, que a Ponte jogou dois pontos na lata do lixo e que futuramente lhe farão muito falta. Clubes postulantes às vagas de acesso à Série A vão ‘passear’ em Itápolis e enfiar três pontos na sacola.

Então o que há com a Ponte que só empatou com o Oeste?

BUSCAR MEIA

Na dureza natural da disputa de uma Série B do Campeonato Brasileiro está claro que foram queimados os cartuchos na tentativa de se encontrar um meia capaz de dar o exigido suporte aos homens de ataques e que seja o diferencial deste time.

Ainda postulando este meia e sem o bom passador de bola Fernando Bob – volante que convalesce de lesão no tornozelo -, a Ponte carece do organizador para transição de jogadas ao ataque.

As reclamadas chances ao meia Léo Citadini foram dadas e não aconteceu absolutamente nada. O único diferencial dele para o futebol de hoje do também meia Adrianinho é que se movimenta mais, por ser mais jovem. E Adrianinho, que entrou na metade do segundo tempo, pra variar esteve sumido em campo.

O outro meia Rodolfo – ainda garotão – apareceu mais na combatividade, quando se exigiu que ajudasse a cercar espaços no meio de campo do adversário. Tecnicamente está devendo.

Com estas notórias deficiências de meias, não resta outra alternativa à diretoria do clube senão buscar o jogador da posição pra vestir a camisa.

EDNO

Devendo tanto quanto os meias está o atacante Edno. O gol que marcou não encobre a fraca atuação. A rigor, não convenceu em uma partida sequer atuando pela Ponte Preta, e já teve tempo suficiente para ‘mostrar serviço’.

Independente da suspensão automática pela expulsão infantil nesta quarta-feira, já não justificava a camisa de titular.

Assim, ressentindo-se da falta de conexão, o atacante Alexandro teve rendimento prejudicado.

Afora isso, ainda falta o lateral-esquerdo Bryan se soltar mais ao ataque.