Blog do Ari: Há jogos em que vencer fora é exigência; caso da Ponte nesta terça-feira

Time pontepretano vai enfrentar o Oeste em Itápolis

Pergunta número um ao torcedor pontepretano: o fato de o time da Ponte Preta não estar familiarizado a jogar no gramado do Estádio dos Amaros, do Oeste de Itápolis, faz muita diferença?

Pergunta número dois: se o Oeste arrastou apenas 325 testemunhas em seus domínios, na partida em que venceu o América-RN por 2 a 1, a única vitória dele no Campeonato Brasileiro da Série B, qual a interferência a ser considerada no chamado fator torcida?

Pergunta número três: quem, em sã consciência, aposta que um jogo com início marcado para as 21h50 desta terça-feira – como este Oeste x Ponte -, será registrado público superior àqueles 325 pagantes do dia 26 de abril, um sábado à tarde, no jogo do Oeste contra o América-RN?

Pela tabela inicial a partida desta terça-feira estava programada para as 19h30, mas para atender interesse da grade do SporTV, que pediu mudança, passou para as dez pra dez da noite.

Se a questão torcida está neutralizada, se a diferença de um gramado para outro é relativa – considerando-se a maioria de boa qualidade -, por que a Ponte não pode se sentir em casa mesmo com mando do adversário?

Bom, partindo-se da premissa de que o elenco da Ponte tem folha salarial mais robusta, de que o time teoricamente tem mais qualidade, que ganhou seis pontos contra quatro do adversário que ocupa a 14ª colocação, que a média de gols por jogo dela se aproxima de dois por partida, é natural que se atribua a ela até um ligeiro favoritismo.

DADO CAVALCANTI

Nas mãos do treinador Dado Cavalcanti a Ponte Preta já deu mostras da filosofia de também jogar pra vencer em partidas fora de casa, como foi visto diante do Atlético Goianiense, em Goiânia.

Considerando-se que a Ponte vai procurar se impor no jogo desta terça-feira em Itápolis, é natural que o torcedor pontepretano se apóie no otimismo para conquista de vitória, e não apenas soma de ponto.

Há circunstâncias em que o empate, mesmo fora de casa, não é tido como bom resultado, e este jogo é um exemplo típico.

Segundo relato do site oficial da Federação Paulista de Futebol, na derrota do Oeste para o Vasco por 2 a 0, sábado passado no Rio de Janeiro, o time paulista sustentou o zero a zero até os 20 minutos do segundo tempo porque o goleiro Paes praticou importantes defesas.