Blog do Ari: Guarani não tem a mínima representatividade na FPF

Erros de arbitragem são freqüentes contra o clube campineiro

A Rádio FI entrou em cadeia com a Rádio Princesa de Monte Azul na tarde desta quarta-feira, para a transmissão do empate sem gols entre Guarani e Atlético local, mandante do jogo.

Durante o primeiro tempo o som da emissora estava com aquele chiado típico da antiga rádio galena. Depois melhorou.

Fiquei firme na transmissão dos companheiros de Monte Azul, prestigiando o narrador Toninho, comentarista Julião e repórter Neto, que encheu a bola do polivalente bugrino Medina antes dele entrar em campo, citando que era jogador perigosíssimo, que pega bem na bola, etc., etc.

Talvez ao conferir o rendimento de Medina o parceiro Neto deve ter mudado de opinião.

PERPLEXIDADE

Ao que interessa: até o narrador Toninho, naturalmente torcendo pela vitória do Atlético Monte Azul – sem distorcer os fatos, naturalmente – ficou perplexo com a postura do árbitro Paulo Estevão Alves da Silva que simplesmente acabou a partida no justo momento em que o Guarani tinha direito a uma cobrança de falta bem perto da área adversária, com chances claras de marcar o gol da vitória.

O atacante Fabinho, que puxou o contra-ataque para o Guarani, foi derrubado por um marcador, que inclusive foi punido com cartão amarelo. Aí, o juizão apitou qualquer coisa parecida como perigo de gol. Como o tempo regulamentar já havia excedido, ele passou a mão na bola e acabou o jogo.

Pois é, reclamações de arbitragens têm sido repetida por dirigentes bugrinos, que alegam ter feito protestos e os cambau na FPF (Federação Paulista de Futebol).

CAFEZINHO

A impressão que fica é que na sede da FPF os cartolas bugrinos são recebidos cordialmente, tomam cafezinho, desabafam, entregam em mãos a cartinha com o conteúdo do protesto, e quando viram as costas são zombados.

A dedução lógica é que a tal cartinha elencando prejuízo de arbitragem é atirada num canto qualquer da sala ou ‘cria perna’ e procura o cesto de lixo mais próximo.

Isso se chama falta de representatividade do clube na FPF, coisa não observada tão acintosamente pelo menos nos últimos 50 anos.

Portanto, não adianta os cartolas bugrinos alardearem através de emissoras de rádio de Campinas o inconformismo com a juizada, quando na prática deveriam mostrar o peso do clube na entidade.

Esquivo-me de análise sobre o jogo porque não pude assisti-lo. Prendi-me essencialmente no relato do lance capital da partida, no erro sem precedentes do juizão.